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Mercados: Bovespa cai 2% em dia de forte pessimismo externo; dólar sobe 0,81%, para R$ 1,610

SÃO PAULO - Alinhada a outros mercados acionários, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território negativo. No entanto, as vendas são menos acentuadas em comparação com o observado no começo dos negócios. Depois de cair 2,4% após a abertura da sessão, por volta das 13 horas, o Ibovespa apresentava queda de 2%, para 63.720 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,60 bilhões.

Valor Online |

O dia também começou de forma bastante negativa em Wall Street, mas os índices chegaram a testar o território positivo depois que o índice de atividade industrial voltou a apontar crescimento em junho. O pessimismo ainda é marcante e, há pouco, Dow Jones perdia 0,47% e o Nasdaq recuava 0,49%.

No câmbio, o dólar segue ganhando valor ante o real firmando posição acima do patamar de R$ 1,600. Há pouco, o dólar valia R$ 1,610 na venda, com elevação de 0,81%.

Segundo o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a aversão ao risco dá o tom dos negócios em um ambiente de preocupação com a inflação mundial e políticas monetárias mais austeras. Além disso, volta a questão das baixas contábeis dos bancos, que seguem amargando perdas devido à exposição ao crédito subprime. Tem um clima negativo para o mercado acionário e assunção de risco.

De acordo com o especialista, o cenário de curto prazo segue complicado, e há espaço para mais queda nos índices de ações.

Segundo Bandeira, uma melhora de humor passa, fundamentalmente, por uma recuperação do dólar no mercado internacional. O diretor lembra que a perda de valor da moeda americana estimula o investimento em commodities o que resulta em persistente pressão inflacionária. A inflação elevada, por sua vez, obriga os banco centrais a restringir as políticas monetárias.

O que complica o cenário é que uma alta na taxa de juro nos EUA, medida que poderia dar fôlego ao dólar, pode afundar a economia americana, que ainda apresenta índices muito frágeis de crescimento.

Segurando uma perda mais acentuada do Ibovespa, a ação PN da Petrobras ganhava 0,84%, para R$ 46,60, e o ativo ON subia 1,06%, para R$ 57,05.

Puxando as perdas, com o segundo maior volume do dia, Vale PNA caía 3,56%, para R$ 46,00. Entre as siderúrgicas, CSN ON desvalorizava 2,72%, para R$ 69,53, e Usiminas PNA perdia 2,27%, para R$ 77,20.

No setor financeiro, Banco do Brasil ON caía 5,04%, para R$ 24,83. Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a autorização para que a participação estrangeira no capital de BB seja aumentada dos atuais 12,5% para 25%. A medida faz parte da migração do BB para o Novo Mercado, que, por regulamento, exige que pelo menos um quarto das ações companhia seja negociada em mercado.

Baixa acentuada também para TAM PN, que perdia 6,99%, para R$ 28,20. Ontem, a Petrobras anunciou reajuste de 3,6% no querosene de avião. O combustível, que representa por 40% dos custos das companhias aéreas, já acumula alta de 35,32% desde janeiro. Para efeito de comparação, durante todo 2007 o reajuste foi de 12,6%.

As ações PN da Duratex, PN das Lojas Americanas, ON da Nossa Caixa e ON da Light caíam mais de 4% cada.

Fora do índice, os BDRs da Laep, empresa que controla a Parmalat, têm mais um dia de acentuada perda. Há pouco, o recibo valia R$ 2,19%, declínio de 17,66%. Ontem, o banco UBS rebaixou a recomendação para as ações da companhia, derrubando o valor do papel em 20%.

As ações da mineradora Paranapanema continuam ganhando valor, refletindo os rumores de venda da empresa. Há pouco, o ativo ON subia 6,97%, para R$ 6,90.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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