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Mercados: Bovespa avança 7,81%; Dólar recua 5,54%, para R$ 1,823

SÃO PAULO - As compras seguem de forma acentuada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com os investidores revendo posições depois que o governo dos Estados Unidos acenou com um plano de longo prazo para resolver a crise financeira. Por volta das 14h40, o Ibovespa apresentava valorização de 7,81%, para 52.

Valor Online |

202 pontos, com giro financeiro em R$ 4,92 bilhões.

Confirmando as notícias que começaram a sair na noite de ontem, de que o governo dos EUA planeja a criação de uma agência para coordenar o processo de salvamento de instituições financeiras e comprar créditos podres, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que trabalhará arduamente no fim de semana com os congressistas para formatar um plano que resolva as raízes da crise financeira. "Estamos falando de centenas de bilhões de dólares", disse.

Para o gestor de renda variável da Ático Asset Management, Fernando Barbará, as autoridades e os reguladores estão atuando de modo a evitar o colapso do sistema financeiro. O especialista lembra que o mercado monetário estava congelado e o temor estava fazendo com que o preço da maioria dos ativos no mundo perdesse qualquer referência. "Sem dúvida a crise é complexa e os problemas ainda estão longe do fim, mas esse pacote de medidas traz alívio suficiente para os mercados voltarem a trabalhar", resume.

Ainda de acordo com Barbará, ninguém mais tem dúvidas da seriedade do problema, nem de que o ambiente de negócios e a atividade econômica serão atingidos, não só nos EUA.

O ponto de preocupação, segundo o gestor, é a recuperação da atividade econômica. A recente destruição de riqueza em função da crise enfraquece o mercado consumidor e ainda existe uma maior dificuldade das empresas em obter financiamento e, assim, realizar novos investimentos. "O crédito está escasso e muito mais caro", ressalta.

Em função desse cenário, o especialista acredita que levará algum tempo para as economias engrenarem novamente em um ciclo de crescimento. Por isso, 2009 se desenha como um ano pouco favorável, inclusive para o Brasil, acredita.

No âmbito corporativo, o destaque segue com as ações da Petrobras, que sobem 7,42%, para R$ 34,59, com mais de R$ 800 milhões negociados. Com o segundo maior volume, Vale PNA subia 6,67%, para R$ 36,91.

Com altas superiores a 15%, o ativo ON da BM & FBovespa e PNA da Usiminas eram negociados a R$ 9,05 e R$ 45,95, respectivamente.

Entre os bancos, as unist do Unibanco ganhavam 9,89%, para R$ 20,22. Banco do Brasil ON subia 9,04%, para R$ 22,90, e Itaú PN se valorizava 7,76%, para R$ 31,79.

Liderando os ganhos, Lojas Americanas PN subia 16,24%, para R$ 9,16. Telemar PN, Braskem PNA, Gafisa ON e Klabin PN ganhavam mais de 13% cada.

Em Wall Street, as compras são acentuadas. Há pouco, Dow Jones ganhava 3,67%, enquanto o Nasdaq subia 3,08%. Na Europa, a sexta-feira acabou com ganhos expressivos em Londres, onde o FTSE-100 avançou 8,84%, enquanto o Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, se valorizou 5,56%.

No câmbio, o dólar continua recuando de forma acentuada ante o real, com os investidores sendo obrigados a rever suas apostas contra a moeda brasileira. A forte oscilação dos últimos dias levou a BM & F a alterar a banda de oscilação de 5%, para 8%, mas na segunda-feira, o limite de 5% voltará a ser respeitado. Há pouco, o dólar registra queda de 5,54%, para R$ 1,823 na venda.

O mercado de câmbio também viu hoje um evento que não era observado desde fevereiro de 2003. O Banco Central interveio vendendo dólares no mercado à vista. O primeiro leilão aconteceu pela manhã, quando foram vendidos US$ 200 milhões dos US$ 500 milhões ofertados. Os US$ 300 milhões serão ofertados agora à tarde.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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