Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa acumulou alta e dólar recuou na semana passada

SÃO PAULO - A sexta-feira foi um dia de realização de lucros nos mercados brasileiros. A queda no preço das commodities e a valorização do dólar deram o rumo dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no câmbio. Com dinâmica própria, os juros futuros voltaram a apontar para cima, mas a variação das curvas foi pouco expressiva.

Valor Online |

O dia foi francamente positivo para os mercados norte-americanos, onde a queda no preço do petróleo teve efeito no humor dos investidores. O setor financeiro também chamou atenção depois que surgiram notícias indicando que o Lehman Brothers poderia ser comprado. Com isso, o Dow Jones encerrou a jornada com valorização de 1,73% e o Nasdaq ganhou 1,44%.

A sexta-feira contou com discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, que mostrou preocupação com a inflação, mas também revelou que o recente ajuste de baixa no preço das matérias-primas aliado ao menor crescimento da economia pode resultar em preços menores no decorrer do ano.

A Bovespa tentou, mas não conseguiu ficar descolada da redução no preço do petróleo, dos metais e outras matérias-primas. Mas as perdas do dia foram modestas. O índice caiu 0,15%, para 55.850 pontos. O giro financeiro foi bastante reduzido - apenas R$ 3,37 bilhões, o menor desde 4 de julho.

Apesar da queda, o Ibovespa garantiu alta de 2,96% na semana, marcando o melhor desempenho semanal desde a segunda semana de maio. Em agosto, a baixa acumulada ainda é de 6,14%. No ano, a bolsa perde 12,5%.

A formação da taxa de câmbio acompanhou a sinalização externa. A moeda subiu ante o real da mesma forma que ganhou ante o euro. Tal movimento também conteve o desmanche de posições compradas (apostas conta o real) no mercado futuro.

Com avanço desde o começo dos negócios, o dólar comercial terminou a sessão com alta de 1,05%, negociado a R$ 1,626 na compra e R$ 1,628 na venda. A divisa encerrou a semana com perda de 0,73%, mas acumula acréscimo de 4,15% no mês.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda subiu 1,12%, para R$ 1,628. O volume financeiro somou US$ 311,25 milhões, montante 18% maior que o observado um dia antes.

Os futuros continuaram respeitando uma estreita banda de oscilação, o que denota a ausência de indicadores com força suficiente para alterar as apostas quanto à condução da política monetária.

Na sexta-feira, o investidores receberam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que apontou inflação de 0,35%, desacelerando de 0,63% no mês passado. Apesar do recuo, alguns agentes vêem com certo desconforto o aumento nos núcleo de serviços e alta nos preços administrados.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, subia 0,03 ponto, a 14,69% ao ano. O vencimento janeiro 2011 ganhou 0,01 ponto, para a 14,29%. E janeiro 2012 valorizou 0,05 ponto, para 14,03%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 cedeu 0,03 ponto, para 12,85. Outubro de 2008 caiu 0,01 ponto, para 13,21%. Novembro de 2008 encerrou a 13,40%, com acréscimo de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 teve expansão de 0,02 ponto, para 13,85% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 382.235 contratos, equivalentes a R$ 31,32 bilhões (US$ 19,40 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 184.845 contratos, equivalentes a R$ 15,34 bilhões (US$ 9,50 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG