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Mercados: Bovespa acumula perda de 4,13% na semana

SÃO PAULO - Com as commodities operando em acentuada baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) só tinha um caminho a percorrer nesta sexta-feira: devolver os ganhos acumulados nas duas últimas sessões e brigar para manter o patamar dos 54 mil pontos. Em baixa desde o começo dos negócios, o Ibovespa fechou o dia com queda de 1,62%, aos 54.244 pontos, depois de cair a 53.831 pontos na mínima. O giro financeiro somou R$ 4,57 bilhões.

Valor Online |

O índice fechou a semana com perda acumulada de 4,13%. Em agosto, a baixa já é de 8,84%. No acumulado do ano, o Ibovespa perde 15,09%.

Não bastasse a baixa no preço do petróleo, dos metais e dos produtos agrícolas, os papéis relacionados às matérias-primas também foram alvo de recomendações de venda por parte de bancos e corretoras estrangeiras.

Segundo o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, além do menor preço das commodities, o pregão de hoje também foi marcado pela briga entre comprados e vendidos em função do vencimento de opções sobre ações que acontece na segunda-feira. E a queda favoreceu o vendido, lembra.

Ainda de acordo com o especialista, o tom negativo do pregão encobriu algumas notícias positivas. Uma delas foi o comunicado enviado pelo mega investidor George Soros à Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulados do mercado norte-americano) informando a compra de US$ 811 milhões em ações da Petrobras durante o segundo trimestre. Isso representa cerca de 20% do fundo de ações do investidor, o que faz da Petrobras o maior investimento do portfólio.

Segundo Pecequilo, um investidor desse porte não faz uma aposta dessas para perder. O que chama atenção, também, é que a compra foi feita em meio às discussões sobre a criação de uma nova estatal para administrar as reservas do pré-sal, assunto que tem tirado atratividade do papel. Por outro lado, Soros comunicou que vendeu ações da Vale.

De acordo com Pecequilo, a baixa do Ibovespa, que já perdeu 26% desde a máxima atingida em 20 de maio, soa como um convite para o investidor de perfil mais agressivo.

No entanto, novas baixas não podem ser descartadas, pois a bolsa brasileira ainda tem gordura para queimar. Em 12 meses, o Ibovespa acumula alta de cerca de 8%, enquanto o restante das bolsas do mundo amarga desvalorização. Além do Ibovespa, apenas os índices em Hong Kong e Índia têm ganho acumulado em 12 meses.

No âmbito corporativo, as ações PN da Petrobras puxaram as perdas do dia, caindo 2,30%, para R$ 32,67. Vale PNA veio logo atrás, recuando 2,21%, para R$ 35,70.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA cedeu 3,75%, para R$ 53,90. Gerdau PN caiu 2,77%, para R$ 28,36, e CSN ON teve desvalorização de 3,76%, para R$ 52,15. Ontem, a companhia reportou lucro de R$ 1,03 bilhão para o segundo trimestre do ano, leve alta de 8% no comparativo anual. O resultado não agradou os analistas externos que esperavam um pouco mais. Para a Brascan Corretora, o resultado veio dentro do esperado, e a corretora mantém a recomendação outperform, com preço justo de R$ 89,92 por ação.

Entre os bancos, destaque para a ação ON do Banco do Brasil, que fechou com alta de 2,24%, para R$ 22,29, com o sétimo maior volume do pregão. O banco estatal encerrou o trimestre com ganho líquido de R$ 1,6 bilhão, alta de 54% no comparativo anual.

A ação PN da Ultrapar liderou os ganhos pelo segundo dia consecutivo. O papel ganhou recomendação de compra depois que a companhia fechou a aquisição dos negócios de distribuição da Texaco no Brasil por R$ 1,1 bilhão. O papel teve alta de 4,04%, para R$ 59,40, seguindo valorização de 7% ontem.

Fora do índice, a ação da OGX Petróleo perdeu 8,51%, encerrando a R$ 505,00. Desde que chegou à bolsa, em 13 de junho, o ativo já perdeu 55% de seu valor. Queda acentuada também para mineradora MMX, que assim como a OGX, também é controlada pelo empresário Eike Batista. O papel ON cedeu 9,30%, para R$ 12,47.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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