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Mercados: Bovespa acompanha sinal externo e perde 2,80%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não escapa da piora de humor global e registra perdas acentuadas nesta terça-feira. Por volta das 13h05, o Ibovespa desvalorizava 2,80%, para 35.

Valor Online |

746 pontos. O giro financeiro era baixo, somando R$ 973 milhões.

Em Wall Street, mais empresas reviram para baixo a previsão de resultados e a crise financeira ainda cobra seus preço. A American Express, que opera cartões de crédito, pediu autorização para virar banco e dessa forma poder pedir dinheiro para o governo. Com cerca de meia hora de pregão, o Dow Jones já perdia 2,64%, enquanto a Nasdaq desvalorizava 2,43%.

No mercado de câmbio, o dólar mantém a trajetória de alta ante o real, mas as compras já são menos acentuadas quando comparadas à abertura do pregão. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,204, na venda, avanço de 0,54%.

Segundo o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, o tom positivo trazido pelo pacote fiscal de US$ 580 bilhões na China teve efeito limitado e a preocupação com o desaquecimento da economia global, com recessão nos países desenvolvidos, continua pautando a tomada de decisão. " Ninguém quer arriscar o final da crise. "
O especialista lembra que nas últimas semanas os agentes operam na expectativa de medidas de aumento de liquidez e planos fiscais, mas, por ora, os resultados são pouco visíveis.

Voltando o foco para a Bovespa, o operador chama atenção para os indicadores técnicos da bolsa, como a relação preço/lucro, que estão bastante deprimidos, realçando a atratividade dos ativos brasileiros. " Somos a melhor opção de compra entre os emergentes. O investidor deve ficar atento a isso, mas sempre pensando em prazos mais dilatados. "
Um ponto destacado pelo operador é o reconhecimento pela comunidade financeira internacional da responsabilidade da política economia brasileira. " O nosso Banco Central esteve na frente da crise " , afirma Pecequilo, apontando medidas como liberação de depósitos compulsórios e fornecimento de linhas de financiamento em moeda estrangeira para exportação.

No âmbito corporativo, o destaque fica com o papel PN da Vivo, que ganhava 1,13%, a R$ 22,25. A operadora de telefonia celular lucrou R$ 129,8 milhões no terceiro trimestre do ano, um salto de quase 30 vezes sobre os R$ 4,4 milhões obtidos em igual período do ano passado.

Acompanhando o preço das matérias-primas, os carros-chefe puxavam as perdas. Petrobras PN desvalorizava 3,34%, para R$ 23,16. Há grande expectativa quanto aos resultados da estatal que serão apresentados ainda hoje. Segundo analistas, a expectativa é de resultado recorde, na casa dos R$ 10 bilhões.

Com o segundo maior volume do dia, Vale PNA recuava 3,16%, para R$ 24,45. Os bancos também perdem valor, com o papel PN do Bradesco em baixa de 4,01%, para R$ 22,93.

Forte queda para o papel PN da Gol, que cedia 9,39%, para R$ 7,52. A companhia prevê menor ritmo de crescimento para o mercado doméstico em 2009. As construtoras acentuam as perdas de ontem. Gafisa ON perdia 8,98%, para R$ 9,93, e Rossi Residencial caía 7,66%, valendo R$ 3,13.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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