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Mercados: Bovespa acompanha commodities e tem novo dia de forte baixa

SÃO PAULO - Em três dias de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu 7,3% de seu valor, ou cerca de 4.300 pontos. Como na semana passada, as vendas no mercado local seguiram a queda no preço das commodities no mercado internacional. Em baixa desde o começo dos negócios, o Ibovespa fechou a segunda-feira com recuo de 3,51%, aos 55.609 pontos - o menor patamar em seis meses. O giro financeiro foi baixo, de R$ 4,68 bilhões.

Valor Online |

Segundo o professor de economia do Ibmec Rio, André Comunale, aquela idéia de forte demanda por metais parece estar arrefecendo. O que impulsiona esse sentimento é a expectativa de menor crescimento econômico da China, país que puxou o preço das matérias-primas nos últimos anos devido ao seu acelerado ritmo de expansão.

O mercado está operando em cima disso. Com a demanda caindo e os estoques aumentando não tem como o preço não cair, diz o professor, lembrando que o preço do cobre fechou no menor patamar em seis meses, o alumínio atingiu a mínima em três meses, e que o níquel e ouro também perderam valor na sessão de hoje.

Ainda de acordo com o especialista, o mercado atingiu um ponto no qual os gestores de recursos e fundos de hedge estão fazendo stop de posição - vendas pré-programadas quando o ativo atinge um determinado preço.

Essas movimentações técnicas ficam evidentes em alguns papéis, com Petrobras e Vale. Comunale afirma que é muito difícil ver as ações da Vale cair 6% ou mais por dois dias consecutivos. O mesmo é válido para Petrobras. Ja descolou do fundamento, avalia.

Segundo o economista, os grafistas apontam que o índice deve recuar para os 53 mil pontos e tal movimento não pode ser completamente descartado, pois não há gatilho no curto prazo capaz de estimular uma retomada sustentada das compras.

Dentro do Ibovespa, a ação PNA da Vale manteve a liderança em volume transacionado caindo 7,15%, para R$ 35,70, enquanto Vale ON cedeu 7,20%, para R$ 41,19. Petrobras PN perdeu 4,69%, para R$ 32,89.

Com o terceiro maior volume do dia, Bradesco PN caiu 5,69%, para R$ 30,47. O lucro de R$ 4,105 bilhões no primeiro semestre do ano não agradou. Ainda dentro do setor, Itaú PN cedeu 3,19%, para R$ 31,80, e as units do Unibanco caíram 4,67%, para R$ 19,57.

Seguindo o preço dos metais, as siderúrgicas tiveram forte queda. Usiminas PNA fechou com baixa de 6,66%, para R$ 60,90. CSN ON caiu 5,05%, para R$ 56,30, e Gerdau PN teve queda de 5,24%, para R$ 31,27.

Lucrando diretamente com a queda no petróleo, Gol PN teve valorização de 6,06%, para R$ 16,44, e TAM PN subiu 2,34%, para R$ 31,90. Ganhos de 2,74%, para AmBev PN que fechou a R$ 93,50, e de 2,39% para Cesp PNB, que foi negociada a R$ 30,40.

Os frigoríficos refletiram a suspensão dos embarques de carne processada para os Estados Unidos até que seja verificada a conformidade dos produtos com as regras norte-americanas. A ação ON da JBS, dona do Friboi, caiu 8,51%, para R$ 7,41, maior perda dentro do Ibovespa. Fora do índice, o papel ON do Marfrig perdeu 7,63%, para R$ 17,55.

Ainda fora do índice, os investidores não pouparam as ações da BM & F e da Bovespa Holding que caíram 9,08% e 9,51%, para R$ 11,91 e R$ 16,92, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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