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Mercados: Bovespa acentua alta para 6,82% e dólar cai 1,91%

SÃO PAULO - A onda de recuperação nos mercados globais tem prosseguimento nesta jornada, incentivada pelo resultado do Produto Interno Bruto americano, que caiu menos do que o esperado no terceiro trimestre deste ano. Para a bolsa de valores, o efeito da notícia também estimula a ponta de compra pelo terceiro pregão consecutivo.

Valor Online |

No segmento cambial, o acordo de US$ 300 bilhões em swap cambial fechado entre banco Central e Federal Reserve (Fed) também garante que a divisa continue em desaceleração frente ao real.

Às 13h, o principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) registrava alta de 6,82%, aos 37.221 pontos. O giro financeiro somava R$ 1,753 bilhão, com perspectiva de atingir mais de R$ 6 bilhões até o final do dia, montante significativo perante a média de US$ 4 bilhões registrados nos últimos dias.

No segmento cambial, o dólar comercial registra baixa desde a abertura dos negócios e tem queda agora de 1,91%, cotado a R$ 2,10 para a compra e R$ 2,102 para a venda. Na mínima observada pela manhã a divisa chegou a valer R$ 2,0890. O Banco Central tem agendado para hoje um leilão de swap cambial às 12h45 e três leilões de linha simultâneos às 14h45.

A explicação para a continuidade do movimento de alta em bolsas estaria, segundo agentes, no resultado do PIB americano. Houve contração a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 0,3% entre julho e setembro. Os analistas esperavam uma baixa mais acentuada, de 0,5% para o período. Isso explica o alívio dos investidores, que acabou se somando ao corte de juros de 0,50 ponto percentual definido ontem pelo Federal Reserve (Fed).

Por aqui a notícia também dá fôlego às compras. Pedro Galdi, analista de investimentos da corretora SLW, lembra também que o corte de juro na China continua tendo efeito positivo para a melhora dos negócios internacionais. Segundo ele, com a aproximação de fim de um mês de grandes perdas globais em bolsas, os agentes aproveitam o ciclo de notícias melhores para realizar um ajuste técnico e diminuir um pouco o declínio generalizado dos índices em outubro.

No segmento cambial, a boa notícia veio do acordo do BC com o Fed, anunciado ontem após o fechamento do câmbio, que prevê uma linha de swap cambial de dólares por reais no montante de US$ 30 bilhões, que estará disponível até 30 de abril de 2009.

Na avaliação de Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management, esse fator eleva o poder de fogo do Banco Central, sobretudo para prover as empresas exportadoras de dólares com leilões de linha. Assim, os swaps e as ofertas á vista ficam mais livres para atuações pontuais que atendam a demanda financeira do segmento em momentos menos favoráveis.

O gestor menciona também a recuperação em carteiras de crédito, que sinalizam, de dois dias para cá, o primeiro alívio efetivo nos mercados globais e local após o agravamento da crise financeira. Prova disso é a diminuição gradual da taxa Libor de três meses, cuja tendência tem sido de firme baixa.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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