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Mercados: Bolsa surpreende e sobe 13,42% com ajuda de Nova York

SÃO PAULO - Em mais uma prova de irracionalidade, dessa vez pelo lado positivo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta de mais de 13%, levada pelas bolsas de Nova York, onde os ganhos superaram 10%. Não houve razão aparente para o movimento.

Valor Online |

Nenhum comentário, nenhum dado relevante, apenas um movimento contrário ao de ontem, quando, na reta final dos negócios, a ponta predominante dos mercados acionários foi a de venda.

No encerramento do pregão, o Ibovespa marcou alta de 13,42%, aos 33.386 pontos, na máxima do dia. O giro financeiro foi de R$ 4,907 bilhões, pouco acima do verificado ontem. A trajetória de alta se sustentou o dia todo, mesmo havendo motivos concretos que justificassem movimento contrário.

Nos Estados Unidos, todos os dados aguardados no dia foram negativos. O indicador de preços de casas caiu, bem como a atividade medida pelo Federal Reserve (Fed) de Richmond. Além disso, o índice de confiança dos consumidores americanos medido pelo Conference Board em outubro tombou para 38 pontos, contra 61,4 pontos verificados no mês passado. O mercado esperava que o índice viesse a um nível de 52 pontos.

Ainda assim, o mercado lá fora continuou em recuperação, a Bovespa acompanhou o ritmo durante todo o dia. Parte importante da melhora do humor veio da Europa, onde o índice alemão DAX saltou 11,28% puxado pela valorização das ações da Volks, que subiram 81,73% após a Porsche informar ontem que elevou sua participação na Volkswagen de 35% para 42,5%, com opção de compra de outra fatia de 31,5%.

Alguns agentes ponderam que o humor lá fora antecipa bastante uma possível decisão de corte da taxa de juros americana, projetada em 0,50 ponto percentual, para 1% ao ano, a ser divulgada amanhã pelo Comitê de Mercado Aberto (Fomc). Por aqui o Comitê de Política Monetária (Copom) também definirá a Selic, mas as apostas no rumo da política monetária brasileira estão longe de um consenso.

Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, acredita que as compras generalizadas se devem a preços muito baixos. As bolsas em Wall Street e no Brasil estão muito baratas. Ontem, o Ibovespa retrocedeu ao patamar de três anos atrás e em Nova York a situação é inclusive pior.

Outros analistas chamam o movimento de ajuste técnico, o que não quer dizer que o mercado tenha encontrado o ponto ideal. A expectativa geral é de que outras altas e baixas significativas continuem ocorrendo, devido à falta de parâmetros dos mercados sobre qual é o preço justo dos ativos.

Desde ontem, os agentes reportam a melhora da liquidez e a redução do nível de aversão a risco. A taxa Libor, por exemplo, que é uma boa medida desse sentimento de risco, caiu de 3,50% para 3,46% de ontem para hoje. E desde a semana passada essa taxa está retrocedendo gradualmente.

Ao mesmo tempo, os preços do petróleo e de metais, além de outras commodities, também se recuperaram hoje, dando liberdade para a recomposição das ações da Petrobras e da Vale, que ancoraram o índice nos últimos dias, devido ao peso relevante que têm no Ibovespa.

No final dos negócios, Petrobras PN fechou com alta de 10,71% (R$ 20,05), Petrobras ON avançou 9,95% (R$ 24,19); Vale PNA subiu 13,38% (R$ 22,95) e Vale ON fechou com alta de 13,84% (R$ 25,16). As ações PN do Bradesco ganharam 13,84% (R$ 21,79) e as da BM & FBovespa terminaram com alta de 13,46% (R$ 4,55).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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