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Mercados: Bolsa perde 7,59%, maior baixa desde 11 de setembro de 2001

SÃO PAULO - Com o agravamento da crise no sistema financeiro norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amargou a maior pedia diária em mais de sete anos. O Ibovespa fechou o dia com baixa de 7,59%, aos 48.

Valor Online |

416 pontos. O giro financeiro foi elevado, passando de R$ 6,57 bilhões. A queda é a maior desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando o principal índice da bolsa brasileira perdeu 9,18%.

Em Wall Street, o Dow Jones também amargou a maior queda percentual diária desde setembro de 2001. O índice caiu 4,42%, enquanto o Nasdaq cedeu 3,60%. O S & P 500 caiu 4,71%.

Todo o mal estar fica por conta do Lehman Brothers, que não conseguiu encontrar comprador e teve que pedir proteção sob a lei de Falência dos Estados Unidos. Não bastasse isso, o Merrill Lynch foi comprado pelo Bank of America, em uma operação de US$ 50 bilhões realizada no final de semana. Também está no radar dos investidores a saúde financeira da seguradora AIG, que luta para conseguir recursos e continuar operando.

Segundo a analista da SLW Corretora, Kelly Trentin, está vindo à tona que muitas instituições foram machucadas pelo crédito subprime. Da mesma forma que os ganhos com os novos meios de financiamento e securitização foram pulverizados, as perdas também são.

"O mercado imobiliário norte-americano dá sinais de estabilidade, mas o lado financeiro, com os derivativos de crédito, é que ainda estão dando problemas", avalia.

Ainda de acordo com a especialista, o momento exige paciência. Por maio que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, corte a taxa de juros, a autoridade monetária não tem margem de manobra, pois a taxa real (juros nominal descontada a inflação) nos EUA já está negativa.

"O fato é: a economia dos EUA tem que conseguir absorver esse excesso de ativo imobiliário e se estabilizar. Só não se sabe quando isso vai acontecer", resume.

Ainda de acordo com Kelly, ainda não dá para saber se o Bovespa passará por uma recuperação técnica já na terça-feira, pois os investidores vão aguardar a decisão do Fed, que amanhã anuncia a taxa de juros, e algum pronunciamento da autoridade monetária sobre a crise.

Pagando o preço da liquidez, o papel PN da Petrobras perdeu 9,69%, encerrando a R$ 29,80, com giro financeiro superior a R$ 1 bilhão. Vale PNA caiu 9,86%, fechando a R$ 33,62. Com o terceiro maior volume do dia, CSN ON teve baixa de 9,32%, a R$ 46,11.

Acompanhando os pares internacionais, Bradesco PN caiu 7%, para R$ 27,89. A ação PN do Itaú recuou 6,63%, para R$ 28,80. O ativo ON do Banco do Brasil se desvalorizou 8,86%, negociado a R$ 20,46, e as units do Unibanco caíram 8,05%, para R$ 17,80.

A maior baixa dentro do índice ficou com o papel ON da BM & FBovespa, que cedeu 13,93%, e agora vale R$ 8,40. Destaque para o ativo da PNA da Comgás, único a apresentar alta entre os 66 componentes do Ibovespa. O ativo subiu 0,51%, para R$ 39,20.

Fora do índice, perda acentuada para o papel ON da OGX Petróleo, que recuou 14,65%, para R$ 460,00, e para a ação ON da MMX Mineradora, que cedeu 14,65%, para R$ 460,00.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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