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Mercados: Bolsa passa por recuperação em dia otimismo externo

SÃO PAULO - O dia foi de recuperação na maioria das bolsas internacionais. A alta expressiva das commodities e das bolsas de Nova York, de mais de 4%, ampararam a forte valorização da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Valor Online |

Nos Estados Unidos, a possibilidade de um novo plano fiscal e indicadores antecedentes melhores do que o esperado deram uma trégua ao movimento de pessimismo e incerteza sustentado até a semana passada.

O Ibovespa encerrou o dia com alta de 8,36%, aos 39.441 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,118 bilhões. A recuperação de preços de commodities também favoreceu a alta de ações importantes, como as da Petrobras
Logo cedo, os agentes repercutiram positivamente o índice dos indicadores antecedentes dos Estados Unidos, que subiu 0,3% em setembro, seguindo queda de 0,9% um mês antes (dado revisto). "O dado tem um bom grau de entendimento para os próximos meses", diz Kelly Trentin, analista de investmentos da corretora SLW, lembrando que o indicador reúne os dados mais recentes de atividade manufatureira, setor imobiliário e condições de emprego para sinalizar um andamento para a economia nos próximos meses.

Além do número positivo, Kelly afirma que os investidores ficaram empolgados com os comentários de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve. Segundo ele, os planos de recuperação do setor financeiro devem ter resultado e é preciso ponderar que a economia precisa de estímulo para continuar a crescer. Bernanke afirmou que para isso seria conveniente pensar em um novo plano de incentivo fiscal para que os americanos possam continuar consumindo e girando a economia do país.

"O governo tenta sinalizar para o mercado que, depois dos bancos, os consumidores também serão ajudados", diz Trentin. Adicionalmente, foram divulgados detalhes do pacote de ajuda aos bancos. Segundo Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA, o dinheiro a ser injetado nos bancos em dificuldade deverão ser repassados em empréstimos, em vez de estancar nos caixas.

Com isso, a idéia é de que o problema de liquidez que vem afetando as negociações, e elevando o grau de risco da crise para a economia real, diminui. Aqui no Brasil, a valorização dos preços de commodities também foi motivo adicional para as compras de ações de grande peso, como as da Petrobras e da Vale.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN subiu 10,43%, para R$ 25,39; Vale PNA avançou 12,69%, para a R$ 26,09; BM & FBovespa ON teve alta de 1,53%, para R$ 6,60; Bradesco PN se valorizou 7,74%, a R$ 25,75; e Vale ON aumentou 13,29%, para R$ 28,55.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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