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Mercados: Bolsa garante alta de 4,71% em pregão de forte instabilidade

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou a instabilidade do período da tarde e fechou a quinta-feira com forte valorização. Depois de oscilar 2.

Valor Online |

600 pontos entre a máxima e mínima, o Ibovespa confirmou ganho de 4,71%, encerrando aos 35.993 pontos. O giro somou R$ 3,95 bilhões. Na semana, índice ainda perde 1,83%.

A retomada das compras no período da tarde acompanhou a sinalização proveniente do mercado norte-americano, onde o Dow Jones reverteu perdas de mais de 3%. Próximo do encerramento dos negócios, o indicador subia 6,99%, e a Nasdaq ganhava 6,11%. O setor de energia puxou a valorização e os investidores deixaram de lado os fracos resultados trimestrais e mais um dado preocupante sobre o mercado de trabalho. Semana passada, os pedidos por seguro-desemprego nos EUA ficaram em 516 mil, maior desde 2001.

"A volatilidade do mercado é impressionante. Não vi, hoje, motivo forte para a queda nem para a alta", resume o sócio-gestor de renda variável da Nobel Asset Management, André Spolidoro.

Apontando para os dados negativos sobre a economia norte-americana, o gestor também indica que as oscilações do mercado também perderam a relação com as notícias, sejam eles boas ou ruins. "O momento ainda é de desalavancagem no mundo e os movimentos de mercado ficam sem parâmetros."
Fazendo uma análise mais técnica na bolsa, Spolidoro, revela que a volatilidade do Ibovespa já caiu um pouco em comparação com o mês passado e já está menor que a volatilidade do mercado norte-americano.

Segundo o especialista, esse constatação indica que a pressão vendedora pode ter caído. "Mas não quer dizer que o período de instabilidade acabou, pois na ponta contrária, a compradora, não tem tomador de risco", explica.

Pelo lado dos fundamentos, Spolidoro aponta que os ativos de primeira linha, que são os mesmos que concentram a liquidez, serão os primeiros a ganhar valor quando o fluxo de recursos retornar à Bovespa. Mas, por ora, está difícil analisar os fundamentos das empresas, pois não é possível traçar cenários para a economia.

No âmbito corporativo, o destaque do dia ficou com os bancos, que subiram com força na última hora de pregão. Itaú PN disparou 9,18%, encerrando a R$ 26,16, e as units do Unibanco ganharam 10,93%, para R$ 14,40. Os acionistas dos bancos vão votar a união das instituições no dia 28 de novembro.

Ainda no setor, Bradesco PN subiu 9,19%, para R$ 23,75, e Banco do Brasil ON teve alta de 6,89%, para R$ 14,10. A instituição federal anunciou lucro de R$ 1,867 bilhão para o terceiro trimestre do ano, resultado 36,9% maior no comparativo anual.

Recuperando parte da queda de 13% amargada na sessão de ontem, Petrobras PN subiu 2,32%, para R$ 21,10. O ativo ON da Vale também encerrou com alta, de 1,59%, valendo R$ 24,24.

Forte valorização para o setor de telecom. Telemar ON disparou 14,83%, para R$ 31,35, Telemar Norte Leste PNA se valorizou 11,93%, para R$ 51,60, e Brasil Telecom SA ON aumentou 10,39%, para R$ 12,21. Souza Cruz ON, Itausa PN, Eletrobrás PNB e ON, ALL unit, AmBev PN e Aracruz ganharam mais de 10% cada.

Apenas 8 dos 66 papéis que compõem o índice apresentara queda. Lojas Renner ON registrou baixa de 5,67%, aos 14,80. Net PN perdeu 1,92%, para R$ 12,25, e Vivo PN recuou 1,66%, fechando a R$ 22,51.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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