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Mercados: Bolsa fecha em queda de 3,57% apesar de alta em Nova York

SÃO PAULO - A volatilidade voltou a ser a marca deste pregão na bolsa brasileira e nas internacionais. As incertezas externas envolvendo os reflexos da crise sobre a economia real estão sendo importadas pelos investidores brasileiros.

Valor Online |

Ao mesmo tempo, a bolsa paulista também sofre com temores locais, que predominaram no final da jornada. O medo de dificuldades de instituições bancárias e de empresas posicionadas em derivativos de câmbio continuam justificando as vendas no mercado acionário.

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou com desvalorização de 3,57%, aos 33.818 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,414 bilhões. Entre a mínima e a máxima, o índice oscilou de 32.706 pontos a 35.776 pontos, respectivamente. No mercado futuro, o índice com vencimento em dezembro fechou em baixa de 4,33% (R$ 34.500). O desempenho foi descolado de Nova York, onde o Dow Jones subiu 2,02% e o Standard & Poor´s 500 avançou 1,26%.

Para Marcelo Chakmati, sócio da MH Investimentos, o humor da bolsa ainda está muito afetado pelas expectativas de perdas de empresas locais. A aversão a risco é generalizada, entre investidores estrangeiros e locais. Segundo ele, o anúncio da MP 443, que autoriza compra de bancos privados por públicos, caso seja necessário, foi mal interpretado pelo mercado.

Como medidas do tipo foram anunciadas pelos países com risco sistêmico e casos de insolvência bancária, os investidores entenderam que a medida poderia ser um adiantamento a uma situação crítica que estaria a caminho. "Se o doente não se encontra em estado tão grave, por que adotar a mesma medicação usada em casos terminais?", exemplifica o economista de uma corretora paulistana, que preferiu não ser identificado.

Ainda assim, hoje o mercado começou a ponderar que talvez tenha havido exagero no entendimento da decisão, de resto qualificada como medida de precaução pelo governo. Se tal decisão não teve o efeito desejado de acalmar os ânimos, a mais recente, que isenta de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicações financeiras de estrangeiros teve efeito nulo para as operações. A avaliação é de que a medida não cabe neste momento, pois os investidores estão muito receosos no mundo inteiro.

Entre as maiores baixas do dia, as ações ON da BM & FBovespa caíram 11,63% (R$ 4,86). Os papéis da Aracruz, que está negociando perdas cambiais com derivativos junto a bancos, cederam 10,21% (R$ 2,55). Em seguida aparecem as units do Unibanco, que fecham em baixa de 9,80% (R$ 11,50).

Na ponta de compra, resistiram em alta as ações da Brasil Telecom Participações, com alta de 7,76% (R$ 14,30); Transmissão Paulista ON subiu 6,77% (R$ 41,75) e Braskem PNA ganhou 4,72% (R$ 8,65).

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 2,15%, para R$ 22,70; Vale PNA perdeu 3,31%, para a R$ 23,30 e Vale ON declinou 5,69%, para R$ 25,65.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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