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Mercados: Bolsa fecha em alta de 2,66% puxada por união de bancos

SÃO PAULO - Movida principalmente pela valorização de ações do setor bancário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta de mais de 2%. A fusão anunciada entre Itaú e Unibanco surpreendeu o mercado, que já via no boato uma lenda, e impulsionou as compras de papéis do setor como um todo.

Valor Online |

No final dos negócios, o Ibovespa apontou alta de de 2,66%, aos 38.249 pontos, com giro financeiro de R$ 4,148 bilhões. O índice chegou a operar no vermelho por curto período de manhã, tendo passado de 36.937 pontos a 38.545 pontos na máxima do pregão.

Agentes de mercado avaliaram positivamente a operação, que alterará completamente o ranking do setor. A avaliação é de que o negócio abre perspectivas de aquisições por parte do Bradesco e do Banco do Brasil, que devem brigar pelo segundo lugar no mercado.

Além disso, a transação, negociada há 15 meses, segundo o Itaú, deixa os investidores mais tranqüilos em relação à saúde do sistema financeiro. Até o final do pregão a operação ainda estava sendo detalhada pelos presidentes do Itaú e do Unibanco em coletiva de imprensa.

As ações PN do Banco Itaú ganharam 16,36% (R$ 27,09); Itausa ON subiu 13,04% (R$ 13) e Itaúsa PN avançou 14,30% (R$ 8,23). As units do Unibanco avançaram 8,95% (R$ 14,97) e Bradesco PN subiu 4,42% (R$ 26,20). Já Banco do Brasil ON apontava baixa de 3,04% (R$ 14,32).

As ações de maior peso no índice apontaram sinais distintos: Vale PNA subiu 3,46%, para R$ 26,26 e as ações ON avançaram 2,14% (R$ 29). Já Petrobras PN teve queda de 0,72%, negociada a R$ 23,14, e Petrobras ON cederam 1,46% (R$ 28,19).

Segundo Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, as ações da Vale passaram a se recuperar após o presidente da empresa, Roger Agnelli, reforçar que o melhor investimento a ser feito pela empresa no momento é nas próprias ações.

Já as ações da Petrobras continuam sofrendo com a volatilidade do preço do petróleo. O mercado de óleo cru continua oscilando com a perspectiva de demanda mais fraca em tempos de recessão. No setor acionário americano, os índices não firmaram tendência nesta jornada e operaram com variações modestas, ora de alta, ora de baixa, movidos por novos dados econômicos.

Casotti lembra, no entanto, que mais do que os indicadores, os agentes estão monitorando o comportamento da taxa Libor, que vem caindo gradualmente a níveis menores do que os verificados no auge da crise, quando o banco Lehman Brothers quebrou, em setembro. "Ainda que os indicadores econômicos indiquem piora, parece que o pior em termos de volatilidade já passou", diz o gestor.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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