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Mercados: Bolsa cai 4,45% e dólar recua 4,78%, para R$ 2,266

SÃO PAULO - O mercado doméstico opera nesta tarde sob influências externas e locais, mas sem coerência mútua. Enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) importa 100% do mau humor externo, o dólar reage ao ímpeto vendedor do Banco Central, que anunciou hoje um programa de venda de US$ 50 bilhões em contratos de swap cambial, que serão leiloados ao mercado, conforme a necessidade.

Valor Online |

Instantes atrás, o dólar era comprado a R$ 2,264 e vendido a R$ 2,266, com baixa de 4,78%. Entre a máxima e a mínima, a moeda americana já foi de R$ 2,524 a R$ 2,238. No Ibovespa, a baixa se acentuou nesta tarde para 4,45%, aos 33.508 pontos, próximo da mínima de 33.303 pontos, registrada na abertura.

Segundo agentes de mercado a irracionalidade dos mercados continua vigorando e sustentando volatilidade incontrolável. Antes de firmar queda nesta tarde, o Ibovespa já subiu e caiu algumas vezes. O movimento vem sendo ditado por Nova York, onde os índice também operam com incerteza tendo em vista a previsão de recessão daqui para frente.

Para a bolsa paulista, os riscos associados ao segmento acionário também envolvem desconfianças com empresas brasileiras que, a exemplo da Aracruz, poderiam estar em dificuldade após a valorização do dólar.

Para controlar a variação da moeda, o BC já ofertou duas vezes moeda a vista no mercado pronto, além de ter realizado dois leilões de swap cambial, o que soma neste mês cerca de US$ 16,8 bilhões em contratos do tipo. Um total de US$ 50 bilhões estão disponíveis a partir de agora para estas ofertas.

"A liquidez não está restabelecida ainda e é isso que causa essa volatilidade", diz Oswaldo Telles, analista da corretora Tática Asset Management. Segundo ele, o governo não contribuiu muito com a Medida Provisória (MP 443), pois injetou no mercado mais insegurança. Os agentes passaram a esperar por más notícias de bancos em dificuldades, o que pode não se confirmar. "Não há risco sistêmico financeiro aqui que justifique essa medida" diz, Teles.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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