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Mercados: BC atua e força queda de 2,42% do dólar, para R$ 2,093

SÃO PAULO - Apesar de a cautela ter retornado ao mercado de ações e de juros futuros aqui no Brasil, o Banco Central continuou trabalhando para que no mercado de câmbio a moeda norte-americana fechasse com queda perante o real. Sem o leilão de swap, a venda de moeda à vista e o anúncio de venda de dólar com compromisso de recompra para amanhã, os agentes de mercado acreditam que o dólar teria voltado a subir hoje.

Valor Online |

No ajuste final dos negócios, o dólar comercial confirmou queda de 2,42%, cotado a R$ 2,091 para a compra e R$ 2,093 para a venda. A divisa atingiu a mínima de R$ 2,0410 logo após a abertura, mas diminuiu o movimento ao longo da jornada, tendo marcado a máxima de 2,121. O giro interbancário ficou em US$ 2,596 bilhões, o dobro do montante movimentado ontem.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, acredita que a divisa americana só cedeu por conta dos esforços do Banco Central. Para ele, se a tendência natural para o dia fosse de queda - desconsiderando a ação do BC - o dólar teria forçado mais uma vez o piso de baixa estabelecido em contratos futuros, de 6%, a exemplo do que ocorreu ontem.

Pela manhã a divisa teve movimento espontâneo de baixa na abertura, mas diminuiu essa trajetória ao mesmo tempo em que o humor mudava em Wall Street e na bolsa paulista, com redução da apreciação no Ibovespa. Às 12h04, o BC veio a mercado oferecer moeda no mercado a vista, tendo estabelecido taxa de corte de R$ 2,09. Logo depois, às 13h, a autoridade monetária cumpriu o leilão de swap cambial, tendo vendido todo o lote ofertado, no total de US$ 1,235 bilhão.

À tarde, quando a moeda voltava a reduzir a variação de baixa em relação ao real, o BC informou sobre a realização de leilão de até US$ 1 bilhão em moeda americana com compromisso de recompra para amanhã. A operação vai ser feita das 11h às 11h30. Assim, tendo lançado mão de três diferentes ferramentas de oferta de moeda, o entendimento do mercado é de que a intenção do BC é levar a divisa de volta para algo próximo de R$ 2.

Afora todo o arsenal operado em leilão, o Banco Central também já mostrou a disposição para elevar a liquidez junto aos bancos, aliviando o compulsório. Isso deve retirar um pouco a pressão do câmbio, sobretudo entre setores de precisam de linhas de exportação, como o agropecuário.

A avaliação dos agentes é de que a situação ainda vai continuar um pouco insegura até que de fato o dinheiro volte a circular normalmente, sem o empoçamento que tem sido notado apesar dos esforços do BC.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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