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Mercados: Bancos e Vale puxam alta de 1,55% no Ibovespa

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou ao território positivo depois de três dias consecutivos de perdas. Depois de um breve episódio de instabilidade no final do pregão, as compras se firmaram e levaram o Ibovespa a encerrar o dia com alta de 1,55%, aos 56.470 pontos, com giro financeiro em R$ 5,41 bilhões.

Valor Online |

A sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, afirma que a recuperação da bolsa hoje foi fraca se comprada à queda de 7,3% acumulada nos últimos dias e também à retomada das bolsas norte-americanas, onde o Dow Jones teve o maior ganho diário em quatro meses, ao subir 2,94%.

De acordo com Patrícia, mais do que a preocupação com as commodities, o que está determinando o fraco desempenho da bolsa é a presença constante do investidor estrangeiro na ponta vendedora. A questão é o estrangeiro, que está saindo do país ou comprando juros, afirma.

Segundo dados apresentados hoje, o saldo de negociação direta de não residentes na Bovespa ficou negativo em R$ 7,62 bilhões em julho, seguindo a saída de R$ 7,41 bilhões em junho.

Apesar do quadro atual pouco animador, Patrícia reafirma sua posição compradora em bolsa. É um bom momento para começar a acumular posição, afirma a especialista, sem descartar a possibilidade de novas baixas caso a cena se deteriore ainda mais.

Continuamos com a nossa posição de Ibovespa 81.500 pontos no final do ano, mas vai ter volatilidade, resume.

Para a especialista, a manutenção da taxa de juro norte-americana em 2% ao ano veio em linha com o esperado, e o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, não deve mudar tal postura tão cedo, já que a economia do país segue bastante fragilizada, assim como seu setor financeiro.

No âmbito corporativo, a gestora destaca o bom desempenho dos bancos no pregão de hoje, que seguiram seus pares internacionais. Com o terceiro maior volume do dia, Bradesco PN subiu 3,01%, para R$ 31,39. Itaú PN teve valorização de 4,40%, para R$ 33,20. O banco fechou o semestre com lucro de R$ 4,084 bilhões, leve alta de 1,7% no comparativo anual. Ainda no setor, as units do Unibanco ganharam 3,47%, para R$ 20,25.

As ações da Vale PNA pararam de cair, fechando o dia com valorização de 0,95%, para R$ 36,04. Ontem, o ativo tinha perdido mais de 7%. Vale ON ganhou 1,06%, para R$ 41,63.

Evitando um melhor desempenho do índice, Petrobras PN fechou com baixa de 2,09%, para R$ 32,20, e Petrobras ON recuou 1,14%, para R$ 39,65. Queda acentuada para Cosan ON, que perdeu 5,72%, para R$ 28,00. E a ação ON da JBS, que controla o frigorífico Friboi, caiu 3,91%, para R$ 7,12. Os papéis ainda refletem a suspensão dos embarques de carne processada para os Estados Unidos.

Com WTI abaixo de US$ 120 o barril, o destaque volta a ficar com o setor aéreo. As ações da Gol, subiram 16,18%, para R$ 19,10, maior valorização dentro do índice. TAM PN veio logo atrás, com ganho de 7,21%, para R$ 34,20.

Alta superior a 6% para Vivo PN e Ambev PN, que fecharam a R$ 9,06 e R$ 99,50, respectivamente. Cyrela ON, Duratex PN e América Latina Logística unit ganharam mais de 5% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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