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Mercados: Baixa liquidez marcou negócios na Bovespa, dólar e juros

SÃO PAULO - A semana começou com baixa liquidez e tom negativo para os mercados brasileiros. Baixos volumes de negociação foram observados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que teve o quinto dia seguido de queda, no dólar, que subiu, e nos juros futuros, que acumularam prêmios.

Valor Online |

O pessimismo foi ditado pelo mercado externo, onde o setor financeiro voltou a pesar depois que dois bancos regionais dos Estados Unidos faliram e foram resgatados no fim de semana. Além disso, Wall Street também reagiu a fracos resultados trimestrais e à alta no preço do petróleo. Ao fim do pregão, o Dow Jones cedeu 2,11% e o Nasdaq perdeu 2%.

A Bovespa ficou descolada desse ambiente negativo durante grande parte do pregão, mas nem mesmo a alta nas ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas foi capaz de segurar o índice em território positivo.

Depois de subir 1,7% na máxima, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,58%, aos 56.869 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,99 bilhões, menor desde o dia 4 de julho, quando foi feriado nos EUA.

A segunda-feira marcou o quinto pregão seguido de queda, seqüência essa não observada desde agosto de 2007. Com mais um dia negativo, o índice passa a acumular decréscimo de 12,53% em julho, o que faz do mês o pior desde setembro de 2002.

No câmbio, a baixa negociação ficou evidente pela banda de oscilação da taxa, que foi de R$ 0,007 entre a máxima e a mínima do dia.

Depois de cair ao menor valor desde janeiro de 1999 na sexta-feira da semana passada, o dólar comercial ensaiou uma recuperação, mas fechou a segunda-feira com leve alta de 0,06%, a R$ 1,572 na compra e R$ 1,574 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 0,13%, para R$ 1,575. O volume financeiro somou US$ 138,5 milhões, cerca de quatro vezes menor que o observado na sexta-feira da semana passada. O giro interbancário somou US$ 2,5 bilhões.

Os juros futuros encerraram em alta refletindo os dados do Boletim Focus, que seguiu apontando piora na expectativa de inflação para 2008, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) pouco acima do esperado e uma deterioração na coleta de preços do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que vinha recuando desde o começo do mês. A formação das taxas, no entanto, é pouco expressiva dado que o número de negócios foi um dos menores do ano.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, subiu 0,07 ponto, a 14,84% ao ano. O vencimento janeiro 2011 também avançou 0,07 ponto, a 14,58%. E janeiro 2012 ganhou 0,08 ponto, para 14,19%.

Entre os curtos, agosto de 2008 aumentou 0,01 ponto, a 12,83%. Setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 valorizou 0,03 ponto, para 13,06%. E o vencimento janeiro de 2009, que teve alta de 0,01 ponto, para 13,69%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 266.620 contratos, equivalentes a R$ 22,84 bilhões (US$ 14,51 bilhões), cerca de metade do observado na sexta-feira e um dos menores volumes do ano. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 101.480 contratos, equivalente a R$ 8,32 bilhões (US$ 5,28 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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