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Mercados: Aversão global ao risco derruba Bovespa para 52 mil pontos

SÃO PAULO - O acentuado pessimismo externo aliado à queda no preço das commodities puxa a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o patamar dos 52 mil pontos, algo não observado desde agosto do ano passado. Por volta das 13h05 o Ibovespa caía 2,79%, para 52.033 pontos, com giro financeiro em R$ 2,07 bilhões.

Valor Online |

Em Wall Street, as vendas também são acentuadas, com Dow Jones e Nasdaq caindo mais de 2% cada. Os investidores receberam notícias pouco animadoras do setor varejista, que vendeu menos em agosto, e sobre o mercado de trabalho. Segundo a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, o setor privado norte-americano perdeu 33 mil postos de trabalho no mês passado.

De acordo com o gestor de renda variável da Ático Asset Management, Fernando Barbará, o mercado é pautado por uma acentuada aversão ao risco, reflexo de um persistente cenário negativo composto por preocupação com o aumento de juros no Brasil, desaquecimento das economias dos Estados Unidos, Europa e Ásia e renovadas incertezas quanto ao setor financeiro norte-americano.

O especialista lembra que não há nada de novo, mas que a ausência de sinais de melhora estimula as vendas generalizadas. Essa equação composta por inflação e queda da atividade econômica segue preocupando, principalmente na Europa e mais recentemente na China, onde já começam a aparecer os primeiros sinais de arrefecimento do crescimento, afirma.

Dentro dessa dinâmica, Barbará afirma que movimentações como a de hoje não são de se estranhar dado o elevado nível de incerteza. Em algum momento isso vai se acalmar, mas até lá muita volatilidade pode ser esperada. Melhora de fato só vejo em um prazo bem maior, resume.

No entanto, diz o gestor, para o investidor que tem disciplina e foco no longo prazo, baixas como a de hoje representam bons pontos de entrada. Esse é o momento do investidor de longo prazo. O investidor de curto prazo está tendo trabalho redobrado agora, avalia.

Puxando as perdas, Petrobras PN apresentava queda de 2,91%, negociada a R$ 31,65, e Vale PNA se desvalorizava 2,48%, para R$ 35,74. Queda acentuada para o setor siderúrgico, que reflete com mais intensidade essa preocupação com a atividade na China. Há pouco, CSN ON perdia 5,11%, para R$ 49,49, Usiminas PNA caía 4,84%, para R$ 48,70, e Gerdau PN recuava 4,42%, para R$ 27,00.

O papel ON da BM & FBOVESPA tinha uma das maiores perdas dentro do índice, caindo 7,56%, para R$ 11,00. Baixa acentuada também para as construtoras. Os papéis ON da Rossi caíam 7,66%, para R$ 8,67, e os ON da Cyrela perdiam 7,28%, para R$ 18,45.

Apenas 3 dos 66 papéis que compões o índice apresentavam alta. AmBev PN subia 1,82%, para R$ 102,84, TAM PN avançava 0,28%, para R$ 34,90, e Lojas Renner ON subia 0,07%, para R$ 28,51. Hoje, a varejista anunciou que pagará R$ 670 milhões pela rede Leader, aquisição anunciada em março.

A aversão ao risco e o temor de recessão global fortalecem a moeda americana, que sobe ante o real pelo quinto dia consecutivo. Há pouco, o dólar era negociado a R$ 1,699 na venda, alta de 1,31%, preço não observado desde abril.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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