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Mercados: Aversão a risco pressiona nova alta dos DIs na BM F

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) passaram por mais um dia de ajuste de alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), refletindo ainda a forte aversão a risco que predominou neste pregão, tanto lá fora como aqui no país. Os fundamentos internacionais apontam para uma recessão nos países ricos, o que forçou um corte coordenado de juros pelos principais bancos centrais do mundo.

Valor Online |

A decisão é positiva, mas a incerteza dos investidores continuou.

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,05 ponto percentual, a 14,91% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou com aumento de 0,14 ponto percentual, a 15,30%. Janeiro de 2012 projetava 15,50% ao ano, ganho de 0,25 ponto percentual.

Entre os contratos curtos, o vencimento para dezembro caiu 0,01 ponto, para 13,86% ao ano. O DI para janeiro de 2009 também encerrou com recuo de 0,01 ponto, apontando 14,03%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 752.735 contratos, equivalentes a R$ 62,97 bilhões (US$ 28,77 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 448,760 contratos, equivalentes a R$ 37,76 bilhões (US$ 17,26 bilhões).

Flávio Serrano, economista-sênior do BES, afirma que o segmento de juros passou muito tempo descolado do pessimismo dos demais mercados, refletindo mais os fundamentos domésticos de inflação acomodada. Desde segunda-feira a tensão lá fora e o forte movimento de aversão a risco tem forçado uma correção dos contratos de longo prazo.

"É um mercado que mostra a preocupação com o futuro, que pode ser menos favorável, e o ativo é usado como escudo", explica o economista. Segundo ele, se houver uma melhora de humor por aqui e lá fora pode haver uma correção gradual dos contratos.

O dólar, que é um referencial importante para os contratos de juros, fechou em queda após forte intervenção do BC para injetar liquidez. Serrano acredita que se a moeda mostrar mais equilíbrio e representar menos ameaça inflacionária no médio e longo prazo, os contratos de DI tendem a se ajustar para baixo.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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