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Mercados: Atuação pesada do BC leva dólar a fechar em baixa de 1,34%

SÃO PAULO - Apesar de o pregão cambial ter aberto com ares catastróficos, levando a moeda americana a patamares próximos de R$ 2,50, o Banco Central conseguiu elevar a liquidez do mercado e puxar a moeda para baixo com atuação importante de venda de moeda à vista e por meio de swap. Lá fora, apesar do corte global de juros nos países desenvolvidos, a maioria das moedas de países emergentes perdeu valor frente ao dólar em movimento sincronizado de aversão a risco por parte de estrangeiros.

Valor Online |

O dólar comercial, que chegou a subir mais de 7%, para R$ 2,48, fechou comprado a R$ 2,278 e vendido a R$ 2,280 para a venda, com baixa de 1,34%. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com queda de 1,38%, valendo R$ 2,28. O volume financeiro somou US$ 202,7 milhões.

Depois de mais de cinco anos sem vender dólar diretamente no mercado à vista, o Banco Central fez três leilões pela manhã com taxas de R$ 2,4485; R$ 2,37 e R$ 2,3560, respectivamente. O montante não foi revelado. Mais tarde a autoridade monetária também executou um leilão de swap e, sem colocar todos os contratos, a operação movimentou US$ 1,3 bilhão.

No mercado de balcão, o giro interbancário ficou bem acima da média dos últimos dias, de US$ 2 bilhões, e alcançou cerca de US$ 4,6 bilhões no final dos negócios. Nesse total não entra a operação de swap cambial, que girou US$ 1,3 bilhão. Agentes de mercado comentam que o BC certamente vendeu mais de U$ 1 bilhão nos três leilões de moeda à vista.

Um analista de um banco estrangeiro que atua no Brasil, que preferiu não ser identificado, acredita que a demanda por moeda é grande, não só por parte de estrangeiros liquidando posições para abandonar ativos locais, mas também por parte de empresas compromissadas em dólar. Com disputa tão grande, a expectativa é de que o Banco Central tenha de atuar algumas vezes por dia durante vários pregões para dar conta da demanda.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, acredita que a autoridade monetária poderá ter que colocar mais de US$ 50 bilhões nos próximos dias no mercado para voltar a equilibrar as pontas de venda e de compra de divisa.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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