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Mercados: Atuação do BC e cena externa limitam queda do dólar

SÃO PAULO - A moeda norte-americana fechou o pregão em baixa ante o real, mas a queda é pouco expressiva perante a valorização de 1,92% acumulada na semana passada.

Valor Online |

Depois de cair a R$ 1,628 na mínima, a acentuada piora de humor externo aliada à atuação do Banco Central, que fez compras no mercado à vista, limitaram a venda de moeda estrangeira. Com isso, o dólar comercial fechou o dia com leve baixa de 0,06%, a R$ 1,637 na compra e R$ 1,639 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou leve alta de 0,09%, para R$ 1,640. O volume financeiro somou US$ 161 milhões, três vezes menor que o observado na sexta-feira.

Independentemente das oscilações pontuais, o diretor de operações da Levycan, Johnny Kneese, acredita que a tendência para o dólar é mesmo de valorização ante o real, com a moeda podendo retomar o patamar de R$ 1,80. Não é possível dizer se isso acontecerá ainda este ano, mas o dólar tende a esse preço.

Na avaliação do especialista, o que garante essa expectativa de valorização é o grande descasamento entre o câmbio adiantado e o câmbio a receber. Os exportadores e importadores aproveitaram as taxas e adiantaram o recebimento do câmbio via Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE).

No caso do exportador, ele antecipa a entrada de uma venda a ser embarcada no futuro. No lado do importador, o agente recebe a mercadoria e posterga o pagamento da fatura.

O que preocupa, segundo o especialista, é o descasamento entre as operações. Ou seja, com o desaquecimento da economia, o ritmo de exportações pode cair, reduzindo a quantidade de dólares que entraria no mercado para honrar outras operações.

A expectativa de fluxo via outras contas, que não comércio exterior, também contribuía para os adiantamentos. No entanto, a situação começa a mudar, pois o investidor estrangeiro está cobrindo prejuízos lá fora ao invés de destinar recursos para investimentos aqui.

Segundo Kneese, o que determina a valorização é a velocidade desse descasamento de contas. Se a situação externa piorar, as obrigações em dólares serão maiores do que a receita, o que pode pressionar a divisa para cima. No caso de melhora da economia global, as exportações ganham fôlego, e postergam o ajuste das contas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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