SÃO PAULO - A terça-feira tem carregada agenda de indicadores, com destaque para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). Depois do colapso do Lehman Bros e da venda do Merrill Lynch, cresceu a expectativa de que a autoridade monetária dos Estados Unidos cortará a taxa básica de juros, atualmente fixada em 2% ao ano.

Os investidores voltam-se também para o comunicado divulgado junto com a decisão, no qual o Fed apresenta sua percepção sobre o setor financeiro, crescimento econômico e inflação. O anúncio será feito às 15h15.

Merecem acompanhamento ainda os desdobramentos da concordata do Lehman Bros na Ásia, pois os principais mercados da região - Tóquio, Seul, Hong Kong e Xangai - não operaram na segunda-feira em função de um feriado. Ontem, o banco central da China decidiu reduzir juros e diminuir o percentual de depósitos que os pequenos bancos precisam manter como reserva.

De volta à agenda, os investidores recebem o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA referente ao mês de agosto. A previsão aponta para deflação de 0,01%, seguindo variação positiva de 0,8% em julho. Para o núcleo do indicador, que exclui da conta os alimentos e a energia, a estimativa é de alta de 0,2%.

Na semana passada foi apresentado o Índice de Preços ao Produtor americano (PPI, na sigla em inglês), que surpreendeu ao marcar deflação de 0,9% em agosto, contra previsão de queda de 0,5%. O núcleo do PPI subiu 0,2%, em linha com o esperado.

Por aqui, o foco dos investidores está voltado para os índices de inflação e atividade. Logo cedo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresenta o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) de setembro e o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Para o IGP-10, a previsão é de deflação de 0,25% e o IPC-S deve apontar elevação de 0,05%.

Ainda pela manhã, saem as vendas no comércio varejista durante o mês de julho. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os dados às 9 horas e a estimativa aponta para retração de 0,9%, seguindo crescimento de 1,3%.

A agenda desta semana ainda reserva dados sobre o setor imobiliário dos Estados Unidos, a ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), onde o Banco Central justifica a elevação de 0,75 ponto percentual implementada na Selic, e novos indicadores sobre o comportamento dos preços no mercado interno.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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