SÃO PAULO - A última semana de julho apresenta relevante agenda de indicadores. No front interno, o destaque é a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual o Banco Central (BC) apresenta sua visão sobre a inflação e justifica o aumento no ritmo de alta da Selic de 0,5 ponto para 0,75 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, merece atenção para a primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre e os dados sobre o mercado de trabalho no mês de julho.

A semana começa com agenda exclusivamente interna, com destaque para o Boletim Focus, do BC. A sondagem traz a evolução das expectativas de inflação para 2008 e 2009, mas ainda não deve refletir com toda a intensidade a última atuação do Copom.

Também pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) trouxe o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à terceira quadrissemana de julho, que aumentou 0,56%. A previsão era de elevação de 0,52%.

O dia ainda reserva a nota externa do BC, com os investimentos estrangeiros e o saldo em conta corrente. O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apresenta o saldo comercial semanal.

Na terça-feira, o BC volta à cena com a nota de política monetária e crédito e o Tesouro apresenta o resultado primário do governo. Nos EUA, sai um novo índice de confiança do investidor.

A quarta-feira traz o Índice Geral de Preços do Mercados (IGP-M) de julho, e o BC apresenta a nota de política fiscal, com o superávit primário e a relação dívida/PIB.

A quinta-feira reserva a ata do Copom e a prévia do PIB norte-americano. Na sexta-feira serão divulgados os dados sobre a criação de vagas nos EUA durante o mês de julho.

No âmbito corporativo, a semana conta com resultados trimestrais da Klabin, Perdigão, Sadia, Energias do Brasil, Profarma, Paraná Banco, São Carlos Empreendimentos, SEB Educacional, Banco Daycoval, Iochp-Maxion, Santos Brasil, Sofisa, Terna, UOL, Marcopolo, Confab e Marisa.

No exterior, a lista é composta por BBVA, Femsa, Kraft Foods, Akzo Nobel, Alcatel-Lucent, BP, Colgate-Palmolive, SAP, Sony, ArcelorMittal, Avon, Bayer, Lloyds TSB, Parmalat SpA, Siemens, Visa, AstraZeneca, BASF, Cap Gemini, Deutsche Bank, France Télécom, Motorola, Prudential, Repsol, Sanofi-Aventis, Unilever, Deutsche Boerse, Nissan e Total.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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