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Mercados: Após forte atuação do BC, dólar tem queda de 3,15%

SÃO PAULO - Após dois dias de tentativa infrutíferas, com o dólar subindo insistentemente, hoje o Banco Central mostrou disposição em atender à demanda por dólar tanto no mercado à vista como no futuro e conseguiu fazer a taxa de câmbio inverter o rumo e fechar em queda. Para isso, a autoridade monetária fez três leilões de moeda a vista, duas ofertas de swap no total de US$ 2,220 bilhões e, mais importante, anunciou que tem disponíveis US$ 50 bilhões para irrigar o mercado com swap cambial.

Valor Online |

No ajuste final dos negócios, o dólar comercial apontou queda de 3,15%, cotado a R$ 2,303 para a compra e R$ 2,305 para a venda. Entre a máxima e a mínima, a divisa oscilou de R$ 2,524 e R$ 2,238, respectivamente. O giro financeiro foi de US$ 7,592 bilhões, muito acima dos R$ 3 bilhões de ontem e da média de R$ 2 bilhões dos últimos dias.

A atitude de anunciar a quantia disponível para colocação via swap tem, segundo Alexandre Schwartsman, economista-chefe do banco Santander, "potencial para acalmar" o mercado cambial, onde a demanda por dólares ficou ainda maior nos últimos dias.

Na avaliação do ex-diretor do Banco Central, o principal foco de pressão sobre a moeda deriva da percepção de exposição do setor privado em derivativos de câmbio, o que gera a contínua demanda por dólar futuro para se proteger. Como até o momento não se sabia qual era a disposição do BC em termos de volume, a tensão dos agentes só ficava maior.

No mercado ninguém arrisca previsões para o mercado de curto prazo de dólar, já que a volatilidade de continua predominando. Além do fator doméstico de demanda, a insegurança nos mercados externos também têm forte influência para movimentos de zeragem em ativos domésticos e saída de capital, movimento que também pressiona a divisa.

Agentes financeiros acreditam que boa parte do problema gerado ontem no mercado teve relação com o anúncio da Medida Provisória (MP 443), que autoriza estatização de bancos privados em dificuldades por bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O mercado entendeu que o anuncio de tal medida adiantava problemas de insolvência, o que não se confirmou, pelo menos até agora.

Para Schwartsman, a crise de escassez de crédito deve ser resolvida em algumas semanas. "Ninguém vai quebrar", disse, ponderando que as relações entre bancos e tomadores tendem a se adequar. Para ele, é pouco provável que um sistema financeiro do porte do brasileiro, com ativos da ordem de R$ 2,9 trilhões (até junho último), tenha problemas nesse sentido.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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