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Mercados: Apesar de piora em NY, bolsa amplia recuperação e sobe 1,82%

SÃO PAULO - O mercado brasileiro de ações conseguiu fechar com valorização, embora os negócios tenham sido voláteis, sobretudo durante a tarde, quando as bolsas em Wall Street assumiram trajetória de baixa. Mesmo com notícias favoráveis para o setor financeiro dos EUA, como a capitalização por parte do governo americano de bancos em dificuldades, os investidores estão mais preocupados no momento em contabilizar os reflexos da crise para a economia real.

Valor Online |

O Ibovespa subiu 1,81%, aos 41.569 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,211 bilhões, acima da média de R$ 5 bilhões que têm sido vista nos últimos dias. Depois de atingir a máxima de 43.753 pela manhã, o índice testou a mínima de 40.218 pontos na segunda metade do pregão.

Por aqui, embora a influência da praça americana prevaleça, o mercado acabou trabalhando para mais um ajuste de alta. Vale notar que a perda acumulada na semana passada, de 20%, foi parcialmente compensada até agora e que as baixas por aqui haviam sido mais agressivas do que as verificada lá fora.

André Simões Cardoso, gestor de fundo de renda variável da Modal Asset Management, acredita que o pior do cenário de pânico já passou, sobretudo após a decisão na Europa ontem e nos Estados Unidos hoje, de comprar participação nos bancos por meio de ações sem direito a voto.

Ainda assim, continuam incertezas sobre o plano de Henry Paulson, de US$ 700 bilhões, dos quais US$ 250 bilhões serão usados para a capitalização. A avaliação é de que o plano aprovado pelo Congresso há duas semanas mudou completamente de perfil e ainda não está muito claro o que será feito com o restante.

"O mercado passou por um belo ajuste, com alívio e descompressão em relação ao pânico da semana passada, mas o retorno ao padrão anterior é difícil. A economia continua vulnerável", diz Cardoso.

Entre altas e baixas, a bolsa paulista também enfrenta uma dificuldade em relação a preços justos. Sem poder contabilizar o que de fato acontece com a demanda global e doméstica por conta da crise, fica complicado apostar em preços-alvo dos papéis listados em bolsa.

Enquanto alguns investidores preferem realizar ganhos de curto prazo, outros continuaram aproveitando o momento para comprar ações a preços bem inferiores aos praticados antes do agravamento da crise. "Hoje, horizonte de preço é um serviço de futurologia", diz o gestor da Modal.

No final do pregão, as ações que lideraram a recuperação no dia foram justamente a de empresas que declararam perdas contábeis com a valorização do dólar devido a operações com derivativos: Aracruz PNB subiu 15,33% (R$ 3,91), VCP avançou 13,98% (R$ 22) e Sadia PN ganhou 13,61% (R$ 5,59).

Na ponta inversa, amargaram perdas as ações ON da BM & FBovespa, com baixa de 5,20% (R$ 8,20), CSN ON, com queda de 4,68% (R$ 30,50) e Marfrig ON, que recuou 3,64% (R$ 13,49).

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN subiu 1,48%, para R$ 27,30; Vale PNA subiu 0,87%, para a R$ 27,70; Bradesco PN se valorizou 5,15%, a R$ 28,38; e Vale ON caiu 1,59%, para R$ 31,49.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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