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Mercados: Apesar de alta em NY, Bovespa recuou 1% ontem

SÃO PAULO - Os mercados globais viveram mais um dia de volatilidade, ainda orientados pelo medo de recessão. Embora as bolsas de Nova York tenham se recuperado no fim dos negócios devido à baixa no preço do petróleo, por aqui a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) persistiu no vermelho e o dólar terminou praticamente estável, com ligeira variação de baixa após atuações seguidas do Banco Central (BC).

Valor Online |

No fim do pregão, o Ibovespa apontou desvalorização de 1,06%, aos 36.441 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,523 bilhões. Na mínima do dia, registrada pela manhã, o índice chegou a cair mais de 8%, para 33.752 pontos. Em sessão volátil, o índice experimentou também terrenos positivos e chegou a 37.393 pontos na máxima do dia.

O dólar comercial terminou cotado a R$ 2,161 para a compra e R$ 2,163 para a venda, com baixa de 0,13% após o ajuste final das operações. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda negociada na roda de dólar pronto fechou a R$ 2,1595, com queda de 0,16% e movimento financeiro de R$ 402 milhões.

Para Kelly Trentin, analista de investimentos da corretora SLW, o que ajudou as transações em Nova York acabou impedindo o Ibovespa de inverter e fechar em alta. O recuo das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras que, juntas, respondem por mais de 18% do índice, ancoraram a bolsa paulista. Foram justamente os papéis da petroleira que lideraram as perdas do dia: Petrobras ON caiu 8,67% (R$ 26,75) e Petrobras PN cedeu 7,50% (R$ 22,20). O declínio foi justificado pela forte decréscimo do preço do petróleo, que fechou cotado abaixo de US$ 70 pela primeira vez em 14 meses.

Além disso, os papéis da Petrobras, assim como os da Vale, são os preferidos de investidores estrangeiros, que continuam zerando posições em mercados emergentes para cobrir prejuízos externos ou realocar recursos em bases mais seguras. Vale PNA perdeu 2,12% (R$ 22,99) e Vale ON cedeu 2,49% (R$ 25).

A Bolsa sofre ainda com o medo local de que há outros casos de empresas com perdas financeiras relacionadas à apreciação do dólar. A avaliação é de que essa cautela gera uma aversão dos investidores a todos os papéis.

No segmento cambial, a melhora do humor externo associada aos leilões do BC para injetar liquidez no câmbio permitiram que a divisa fechasse em baixa depois de um pregão volátil. Pela manhã, o BC fez um leilão de linha e colocou integralmente a oferta de US$ 1 bilhão. Logo depois, a autoridade monetária fez leilão de dólar no mercado à vista. Às 13h, o BC voltou ao mercado para leiloar 50 mil contratos de swap cambial com vencimento em dezembro próximo, dos quais o mercado absorveu o equivalente a US$ 1,814 bilhão.

Pouco antes do fechamento, chegou a informação ao mercado de que uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) editada ontem autoriza o BC a determinar que os recursos captados pelos bancos a partir das reservas internacionais brasileiras " sejam direcionados, no todo ou em parte, para operações de comércio exterior " . Isso pode ser favorável às exportadoras e diminuir um pouco a pressão gerada pela falta de liquidez no câmbio.

A recuperação em Nova York também afetou as taxas dos Depósitos Interbancários (DIs), que terminaram sem rumo unificado. Embora tenham subido com força durante quase todo o dia, ao fim da jornada as taxas arrefeceram o movimento e algumas até chegaram a cair. Agentes de mercado afirmam que a desaceleração do dólar comercial no final do pregão também colaborou para reduzir o movimento das taxas.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subiu 0,03 ponto percentual, a 14,76% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,04 ponto percentual, a 15,17%, e o de janeiro de 2012 projetou 15,63%, estável em relação ao pregão anterior.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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