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Mercados: Alta do dólar teve influência externa e de operações futuras

SÃO PAULO - O dólar comercial teve um desempenho bem diferente neste pregão e surpreendeu os operadores e analistas. Além de o humor ter piorado no cenário internacional de ontem para hoje, as moedas de países emergentes, de um modo geral, se desvalorizaram perante o dólar.

Valor Online |

No final dos negócios, após ajuste, a moeda fechou negociada a R$ 2,229 na compra e R$ 2,231 na venda, alta de 4,98%. Entre a máxima e a mínima, a divisa foi vendida a R$ 2,2530 e R$ 2,1350, respectivamente.

Para Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management, assim como o real era a moeda emergente mais favorecida pela confiança e pela liquidez global, num cenário que se inverte essa tendência é natural que o real seja também a divisa que mais sofre.

Além do movimento global, e de alguma zeragem de posições e saída de estrangeiros, os agentes também acreditam que a alta teve impulso de operações de arbitragem no mercado futuro. Desde o fechamento de ontem, os contratos de dólar negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) estão se valorizando mais do que a moeda à vista, o que força também a alta no mercado pronto.

A apreciação resistiu a um leilão de swap com venda integral de US$ 500,1 milhões e dois leilões de moeda no mercado à vista feitos pelo BC com menos de uma hora de intervalo. As taxas de corte foram de R$ 2,2330 e de R$ 2,23, respectivamente.

"Concordo que boa parte da alta é especulativa, mas também podem estar ocorrendo alguma saída pontual de recursos", diz Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez. Vale notar que essa apreciação insistente do dólar não deu mostras de que era motivada por falta de dólares no mercado, já que as ofertas do BC não surtiram efeito na cotação da moeda.

Analistas do segmento acreditam que a valorização dos contratos futuros pode indicar uma necessidade dos bancos de se defenderem em operações cambiais realizadas com empresas. Essas empresas não estariam honrando pagamentos, o que poderia gerar perdas cambiais para os bancos. Assim, para se protegerem, os bancos estariam se posicionando no mercado futuro, comprando contratos.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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