Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Alta do dólar puxa valorização nas taxas de juros

SÃO PAULO - O tom positivo do período da manhã foi deixado de lado e os contratos de juros futuros fecharam a quinta-feira com acentuada valorização. Segundo o economista-chefe da consultoria UpTrend, Jason Vieira, o acumulo de prêmios se acentuou no decorrer da tarde, conforme o dólar ganhava valor ante o real e as bolsas firmavam posição em território negativo.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,22 ponto percentual, para 15,50%. Janeiro 2011 fechou com alta de 0,24 ponto, para 16,20%, e janeiro 2012 apontava 16,41%, aumento de 0,26 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,49%, queda de 0,04 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 aumentou 0,01 ponto, negociado a 13,72%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 443.520 contratos, equivalentes a R$ 37,59 bilhões (US$ 16,61 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 226.440 contratos, equivalentes a R$ 19,29 bilhões (US$ 8,52 bilhões).

Segundo Vieira, a piora de humor levou os agentes a realizar os ganhos registrados no período da manhã. Ainda de acordo como especialista, o mercado de juros requer bastante cuidado por parte do investidor, pois as curvas respondem uma hora ao dólar e à movimentação externa e em outros momentos refletem os fundamentos domésticos.

Avaliando o cenário de política monetária, o economista aponta que a melhor postura a ser adotada pelo Banco Central é a estabilidade da taxa de juros. Além da incerteza quanto aos efeitos da crise internacional, a inflação que se forma agora é insensível às elevações brandas de juros.

Segundo Vieira, para a política monetária conter os preços em um momento como o atual, só com uma alta muito acentuada da taxa básica, o que resultaria em brusca desaceleração econômica. "É uma escolha difícil. Ou o BC mata a economia para não ter inflação, ou mantém a economia funcionando e administra a inflação no futuro."
O economista ainda lembra a taxa de juros brasileira está "subindo" dependendo do referencial, pois outros bancos centrais ao redor do mundo estão cortando o custo do dinheiro em suas economias.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou, hoje, leilão de compra de Letras do Tesouro Nacional (LTN). De acordo com o resultado parcial, das 300 mil LFTs ofertada 281.050 foram compradas, movimentando R$ 1,03 bilhão. O leilão de LTN também teve grande aceitação, com 2,28 milhões de letras compradas de 2,3 milhões ofertadas. Essa operação movimentou R$ 2,07 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG