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Mercados: Ainda sob influência de Nova York, bolsa cede 1,01%

SÃO PAULO - Estreitamente atrelada ao movimento das bolsas americanas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de ligeira queda, em movimento característico de realização de lucro após a alta de mais de 8% ontem no Ibovespa. Sem indicadores de relevo nesta jornada, os agentes monitoraram balanços piores do que o esperado nos EUA e também levaram em conta a possibilidade de um plano econômico para incentivar a atividade no país.

Valor Online |

O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,01%, aos 39.043 pontos. O índice oscilou entre a máxima de 39.979 e a mínima de 38.083 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,382 bilhões, abaixo da média de pouco mais de R$ 5 bilhões verificada nos últimos dias.

Para Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora, o humor dos mercados tende a oscilar um pouco nesta semana. Se por um lado os investidores olham com otimismo para a possibilidade de um plano para estimular a economia dos EUA, por outro os dados devem continuar mostrando estragos que a crise financeira deve causar sobre a economia dos países desenvolvidos.

Assim, mesmo tendo mudado o sinal de negativo para positivo no período da tarde, o índice não descolou da referência em Nova York, que também chegou a reduzir as baixas no mesmo intervalo. A melhora de humor no meio da tarde ocorreu no momento em que foi divulgada a notícia de que os derivativos de crédito ligados ao Lehman Brothers haviam sido liquidados de forma ordenada. Mas a perspectiva de resultados ruins no setor de tecnologia teve um peso maior para puxar as vendas.

Além disso, com a valorização das bolsas ontem, muitos agentes aproveitaram o momento para realização de lucros de curto prazo. O movimento de vendas foi amparado pela manhã pelo nível de atividade medido pelo Federal Reserve (Fed) de Chicago em setembro, que caiu 2,57%, ante expectativas de baixa de 1,8%. A retração também se aprofundou em relação a agosto, quando o indicador havia recuado 1,61%.

Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, acredita que alguns balanços de empresas americanas também ficaram aquém das expectativas. Foi o caso da Texas Instruments, que anunciou recuo de 27% no lucro do terceiro trimestre. O lucro da DuPont também recuou 30% e colaborou para as vendas do dia.

As commodities também não colaboraram muito para as transações desta jornada no Brasil. Os preços do petróleo cederam e os metais como ouro, cobre e alumínio também caíram. Sem a ajuda das cotações internacionais de cru, as ações da Petrobras não sustentaram a valorização de ontem. Já a Vale conseguiu manter a alta após negar rumores de que tentaria novamente adquirir a Xstrata.

Assim, Petrobras PN caiu 1,53%, para R$ 25; Vale PNA subiu 1,14%, para a R$ 26,39; Vale ON aumentou 1,01%, para R$ 28,84; BM & FBovespa ON teve baixa de 5,90%, para R$ 6,21 e Bradesco PN se desvalorizou 1,35%, a R$ 25,40.

Entre as maiores altas, as ações ON da Positivo subiram 17,64% (R$ 5); Gol PN subiu 5,59% (R$ 10,38) e Eletropaulo avançou 3,38% (R$ 26,88). Na ponta inversa, as units da ALL fecharam com queda de 11,78% (R$ 12,35); BM & FBovespa ON caiu 5,90% (R$ 6,21) e TIM Participações PN cedeu 5,86% (R$ 3,53).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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