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SÃO PAULO - Mais relevante que qualquer indicador na agenda do dia é como o mercado irá reagir nesta quinta-feira ao agravamento da crise de crédito no mercado internacional. Bancos, fundos, seguradoras e financeiras sofrem com a restrição ao crédito e a ordem que dominou os mercados ontem foi vender ativos de risco e correr para títulos da dívida norte-americana e ouro.

Ontem, depois do encerramento dos negócios, os investidores receberam mais um capítulo da crise. Seguindo o colapso do Lehman Bros, venda às pressas do Merrill Lynch e resgate à seguradora AIG, as atenção recaíram sobre o Morgan Stanley, que, pela reportagem do New York Times, negocia a fusão com o Wachovia. Além disso, também saíram notícias de que o Washington Mutual "se colocou à venda".

De volta à agenda do dia, atenção para os eventos do mercado interno, como a ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada subiu a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

Também serão apresentados o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na segunda prévia de setembro e a segunda medição do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

Nos Estados Unidos, atenção para o índice de indicadores antecedentes, que tenta prever o comportamento da economia nos próximos três a seis meses. Saem também os pedidos semanais por seguro-desemprego e o índice de atividade do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, da Filadélfia.

A sexta-feira não reserva indicadores tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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