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Mercados: Acordo entre BC e Fed fortalece trajetória e dólar cai 1,77%

SÃO PAULO - A moeda americana consolidou hoje o quarto pregão consecutivo de desvalorização em relação ao real, influenciada pela melhora do humor externo, após corte de juro e queda menor do PIB dos EUA. O aumento do poder de atuação conquistado pelo Banco Central para prover liquidez, após acordo de swap cambial de US$ 30 bilhões com o Federal Reserve, também contribuiu para a depreciação da divisa.

Valor Online |

Após o ajuste final, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,103 na compra e R$ 2,105 na venda, queda de 1,77%. Na mínima do dia a moeda foi negociada a R$ 2,089. O giro interbancário ficou em US$ 2,462 bilhões. Na roda de dólar pronto da BM & F, o dólar fechou em baixa de 1,77%, cotado a R$ 2,104, com giro de US$ 491 milhões.

A redução do valor da moeda vem se sustentando por variáveis locais e externas. Do lado internacional, o resultado do PIB americano deu novo alento para os investidores. O indicador apontou contração a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 0,3% entre julho e setembro. Os analistas esperavam uma baixa mais acentuada, de 0,5% para o período.

Esse fator acabou se somando ao impulso concedido pelo Federal Reserve ontem à tarde para recuperação econômica do país, com redução de 0,50 ponto percentual no juro básico praticado nos EUA, para 1% ao ano.

No quadro doméstico, os agentes continuam repercutindo o esforço do BC em prover liquidez em moeda americana. Hoje ganhou especial destaque o acordo do BC com o Fed, anunciado ontem após o fechamento do câmbio, que prevê uma linha de swap cambial de dólares por reais no montante de US$ 30 bilhões, que estará disponível até 30 de abril de 2009.

Na avaliação de Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management, esse acordo eleva o poder de fogo do Banco Central, sobretudo para prover as empresas exportadoras de dólares com leilões de linha. Assim, os swaps e as ofertas à vista ficam mais livres para atuações pontuais que atendam a demanda financeira do segmento em momentos menos favoráveis.

Marcelo Voss, economista da corretora Liquidez, concorda com o benefício gerado no acordo com o Fed, sobretudo a médio e longo prazo. O fato de o benefício ter se estendido a outros países emergentes, avalia, mostra que as economias desenvolvidas não deixarão que os efeitos da crise financeira coloque em risco os mercados emergentes, pois isso seria ruim também para a grandes economias em desaceleração econômica.

Hoje o BC fez três leilões de compra e venda de dólar, os chamados leilões de linha, em que foram absorvidos US$ 860 milhões em oferta com taxa de R$ 2,127. Das três operações realizadas simultaneamente, apenas aquela com vencimento mais distante, em 2 de fevereiro de 2009, teve propostas aceitas.

Ainda no início da tarde o BC também fez o já tradicional leilão de swap cambial das 13h, com colocação de US$ 979,3 milhões, em pouco menos de 20 mil contratos.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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