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Mercado volta a prever IPCA no ano abaixo de 6,5%

Pela segunda semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008, e colocou a estimativa do indicador abaixo do teto da meta de inflação para este ano, de 6,5%. Segundo a Pesquisa Focus, compilado das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras divulgada hoje pelo Banco Central, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,45%, ante previsão de 6,54% na semana passada.

Agência Estado |

A primeira vez que o mercado havia projetado o IPCA acima do teto da meta de 2008 foi no fim de julho, quando a estimativa ficou em 6,53%, no levantamento divulgado no dia 21 do mês passado.

Já para 2009, a previsão permaneceu em 5% pela quarta vez seguida.

Porém, em ambos casos, as previsões para o IPCA permanecem acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). A margem de tolerância é de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também caíram. O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 11,33%, ante 12,13% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 11,04% este ano, ante expectativa de 12% na semana passada. Para 2009, a projeção para o IGP-DI permaneceu em 5,4%, e a do IGP-M caiu de 5,5% para 5,48%.

Juros

O mercado financeiro elevou a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, em 2008, passando de 14,5% ao ano para 14,75% ao ano, o que significa que os analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá elevar o juro básico do País em 1,75 ponto porcentual ainda este ano, ao longo das próximas três reuniões do comitê previstas até dezembro. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano.

Porém, para 2009, o mercado manteve a projeção de que a taxa básica de juros encerrará o ano que vem em 14% ao ano, pelo segunda semana seguida.

Câmbio

O mercado reduziu as previsões para as taxas de câmbio no fim de 2008 e de 2009 para R$ 1,60 e R$ 1,71, respectivamente, de R$ 1,61 e R$ 1,72, na mesma ordem.

PIB

A estimativa de crescimento da economia brasileira em 2008 não sofreu alteração e a projeção permaneceu em expansão de 4,8%, pela oitava semana consecutiva. Já para 2009, o mercado reduziu a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,73%, de 3,9% na semana passada.

Contas externas

Em relação à balança comercial brasileira, o mercado elevou a projeção de superávit comercial este ano, para US$ 23,1 bilhões de US$ 23 bilhões. A estimativa é de que a conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) encerre o ano deficitária em US$ 25 bilhões, de US$ 24,9 bilhões.

Para 2009, o mercado manteve, pela quinta semana seguida, a previsão de que a balança comercial encerre o ano que vem com um superávit de US$ 15 bilhões. Já a previsão de déficit em conta corrente subiu para US$ 33 bilhões, ante US$ 32,7 bilhões previstos na semana passada.

Investimentos

A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 subiu para US$ 34,5 bilhões, de US$ 34 bilhões. Para 2009, a previsão do IED foi mantida em US$ 30 bilhões, pela 13ª vez seguida.

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