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Mercado vive ressaca dos IPOs

O dia seguinte a uma festa de arromba é uma boa analogia para o clima entre as novatas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Vive-se uma ressaca generalizada no pregão.

Agência Estado |

Quase 70% das empresas que fizeram a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a partir de 2006 estão com o preço abaixo do valor de estréia, segundo levantamento realizado pela Economática. Pelo menos 12 delas têm valor 50% inferior.

"Todo desenvolvimento positivo tem um lado escuro. E há dois lados com o 'boom' dos IPOs do Brasil", disse por e-mail Aswath Damodaran, professor da New York University e atento observador do mercado de capitais brasileiro. "Quando muitas empresas abrem o capital ao mesmo tempo em um mercado em explosão, aparecem algumas companhias que nunca deveriam ter se tornado públicas - e transparência é parte do problema. Uma conseqüência é a redução do preço das ações, que claramente estava alto demais. A outra é o desapontamento de investidores que compraram nos IPOs esperando retorno de curto prazo."

Entre 2006 e 2007, 90 empresas abriram o capital, ante 16 nos dois anos anteriores. A euforia foi alimentada pelos investidores estrangeiros, responsáveis por mais de 70% dos R$ 70 bilhões levantados pelas estreantes nesse período. A crise financeira americana veio e esses mesmos investidores venderam suas posições nas novatas, que normalmente têm menos liquidez. "Com a retração rápida, as fragilidades ficaram mais aparentes", acredita o consultor financeiro da Arsenal Investimentos, Gustavo Junqueira. "No Brasil, IPO ficou parecendo a única opção. Os empresários emergentes ficaram seduzidos pelo discurso dos bancos de investimento." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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