José Paulo Kupfer. Em um chat com internautas, Kupfer foi questionado sobre o motivo de o dia ter sido tão dramático mesmo sem nenhuma notícia de peso, como a quebra de um banco ou uma mudança na concessão de crédito, ter sido divulgada. A onda irracional está engordando. Logo, melhor ficar fora e se proteger da ventania, respondeu." / onda irracional , diz jornalista - Home - iG" /
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Mercado vive onda irracional , diz jornalista

Uma onda irracional que atinge os mercados foi a causa do nervosismo nas bolsas mundiais nesta segunda-feira, segundo o jornalista e colunista do iG, http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/ target=_topJosé Paulo Kupfer. Em um chat com internautas, Kupfer foi questionado sobre o motivo de o dia ter sido tão dramático mesmo sem nenhuma notícia de peso, como a quebra de um banco ou uma mudança na concessão de crédito, ter sido divulgada. A onda irracional está engordando. Logo, melhor ficar fora e se proteger da ventania, respondeu.

Redação |


O jornalista explicou que a redução de perdas da Bovespa, que chegou a cair 15% mas fechou o pregão em queda de 5,43%, deve estar relacionada à entrevista coletiva dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A fala ocorreu nesta segunda-feira, cerca de uma hora antes do fechamento.

"A coisa está muito pouco técnica e, assim, falas de autoridades têm grande influência", afirmou. "Mantega e Meirelles disseram que estão dispostos a colocar dinheiro para evitar colapsos, e aí as coisas acalmaram um pouco."

Um internauta perguntou se a fala das autoridades brasileiras influencia mais o mercado doméstico que os pronunciamentos vindos do exterior, já que o anúncio de que os EUA estavam dispostos a colocar dinheiro na economia não bastou para tranquilizar a Bovespa. Kupfer respondeu negativamente.

"A fala de lá também influenciou [os mercados brasileiros], mas depois o pessoal percebeu que ia demorar para o dinheiro sair, e a forma como sairia ainda não estava clara", explicou. Para o colunista do iG, o pacote de socorro do governo americano não está aquém do valor necessário para cobrir a crise, mas ainda tem de ser "desembrulhado".

Kupfer esclareceu que nenhum investidor corre o risco de virar "devedor" da Bovespa. "Quem é dono de ações nunca é devedor", disse. "Pode ser um perdedor ou um ganhador, mas isso não produz dívida."

Ele também recomendou tranquilidade a um internauta que não sabe se deve resgatar os investimentos feitos em ações da Petrobras e da Vale. "Se você vender, vai perder muito, e se você esperar, corre risco, mas pode se recuperar", afirmou. "Aplicação a longo prazo na Bolsa, e em papéis de empresas tradicionais e de setores promissores, dificilmente dá errado."

O jornalista explicou, ainda, que um investimento em ações só chega a zero se a empresa fechar, fazendo com que o investidor perca tudo o que mantinha aplicado. "Mas enquanto a empresa estiver operando, ela pode se recuperar ou ser vendida", ressaltou. 

O colunista do iG fez uma brincadeira quando questionado se os mercados ainda estavam caindo ou se "o fundo do poço" já havia chegado. "Se eu soubesse quando vamos chegar no fundo do poço, estaria no Tahiti curtindo a vida com o monte de dinheiro que ganharia", respondeu. "Esse é o problema: saber o fundo do poço."

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