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Mercado reforça previsão de queda mais rápida da Selic

A primeira pesquisa Focus realizada pelo Banco Central após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juro (Selic) em um ponto porcentual na semana passada, para 12,75% ao ano, mostra que o mercado financeiro reforçou a previsão de que os juros devem cair mais rapidamente. Até o fim do ano, analistas preveem corte de mais 1,75 ponto porcentual na taxa Selic.

Agência Estado |

Para a reunião de março, a estimativa é de um corte de meio ponto porcentual.

No levantamento divulgado hoje, analistas reduziram a estimativa para o patamar da Selic no fim do ano de 11,25% para 11% ao ano. Com isso, o mercado estima corte de 1,75 ponto nos próximos meses. Há um mês, a previsão para o juro no fim do ano estava em 12%. Na mesma pesquisa, analistas também reduziram a estimativa para a Selic no fim de março - após a próxima reunião do Copom, de 12,50% para 12,25%. Assim, analistas indicam que esperam redução de 0,50 ponto porcentual no encontro que acontece nos dias 10 e 11 de março.

Para a Selic média no decorrer do ano, a estimativa para 2009 caiu de 11,78% para 11,50%, ante 12,44% registrados há um mês. Para 2010, a previsão de juro médio recuou de 11,40% para 11,25%, ante 12% registrados há um mês.

Inflação

O mercado financeiro reduziu a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, em 2009 de 4,80% para 4,64%, segundo a pesquisa Focus divulgada hoje. Essa foi a segunda queda seguida da projeção e se aproxima ainda mais do centro da meta para esse índice neste ano, que é 4,50%. Há um mês, o mercado previa IPCA de 5%. Para 2010, a estimativa seguiu em 4,50% pela 34ª semana seguida.

Entre as instituições financeiras que mais acertam as projeções do levantamento do BC, o grupo chamado Top 5, a estimativa para o IPCA em 2009 caiu de 4,70% para 4,58%. Há um mês, esse grupo de analistas previa alta de 4,70%. Para 2010, esses analistas mantiveram a previsão de 4,50%.

Câmbio

A pesquisa Focus também mostra que analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. Em levantamento realizado com cerca de 80 instituições financeiras, a mediana das previsões para o nível da moeda norte-americana no fim de 2009 permaneceu em R$ 2,30 pela segunda semana seguida. Há um mês, a estimativa estava em R$ 2,25. Para o fim de 2010, a previsão permaneceu em R$ 2,28, ante R$ 2,24 de um mês atrás.

PIB

A estimativa de crescimento da economia em 2009 não sofreu alteração na pesquisa Focus divulgada hoje pelo BC. No levantamento, a mediana das previsões de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano seguiu em 2%. Há quatro semanas, a previsão era de expansão econômica de 2,44%. Para 2010, a estimativa caiu de 3,90% para 3,80%, ante 3,85% de um mês atrás.

No mesmo levantamento, a estimativa de expansão do setor industrial em 2009 diminuiu mais uma vez, de 2,15% para 2%, ante estimativa de 2,90% de um mês atrás. Essa foi a quinta redução seguida da previsão. Para 2010, a mediana das expectativas caiu de 4,30% para 4,05%, ante 4% de quatro semanas antes.

Analistas reduziram a estimativa para o nível da relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) de 36,75% para 36,45% em 2009. Para 2010, a previsão manteve-se em 35,30%. Há um mês, o mercado esperava 37,1% e 35,45% em cada ano, respectivamente.

Contas externas

O mercado financeiro não alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2009, conforme revela a pesquisa Focus. A previsão para o déficit neste ano manteve-se em US$ 25 bilhões pela quarta semana seguida. Para 2010, a previsão de déficit subiu de US$ 29,6 bilhões para US$ 30 bilhões. Há um mês, o mercado previa iguais US$ 30 bilhões de déficit.

Na pesquisa, a previsão de superávit comercial em 2009 manteve-se em US$ 14,5 bilhões, ante estimativa de US$ 15 bilhões registrada quatro pesquisas antes. Para 2010, a estimativa para o saldo comercial subiu de US$ 13 bilhões para US$ 13,85 bilhões, acima dos US$ 13 bilhões previstos há um mês.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 em US$ 23 bilhões. Para 2010, a estimativa seguiu em US$ 25 bilhões. Quatro pesquisas antes, o mercado esperava, respectivamente, ingresso de US$ 21,5 bilhões e US$ 25 bilhões em cada um dos anos.

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