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Pela sexta semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 e manteve a estimativa do indicador abaixo do teto da meta de inflação para este ano, de 6,5%. Segundo a Pesquisa Focus, compilado das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras divulgada hoje pelo Banco Central, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,27%, ante previsão de 6,32% na semana passada.

Já para 2009, a previsão permaneceu em 5% pela oitava vez seguida.

Porém, em ambos casos, as previsões para o IPCA permanecem acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). A margem de tolerância é de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também caíram. O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 10,27%, ante 10,31% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 10,35% este ano, ante expectativa de 10,37% na semana passada. Para 2009, a projeção para o IGP-DI caiu de 5,29% para 5,2%, enquanto a do IGP-M subiu de 5,48% para 5,5%.

Juros

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza o sexto encontro do ano para definir sobre a atualização da taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro manteve as projeções para o juro básico brasileiro em 2008 em 14,75% ao ano, pela quarta semana seguida. Porém, a projeção para 2009 caiu de 14% ao ano para 13,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano.

O próximo encontro do Copom está previsto para a terça e quarta-feira desta semana (dias 9 e 10). Após esta reunião, o comitê terá ainda mais dois encontros, em outubro e dezembro deste ano.

Câmbio

O mercado elevou as previsões para as taxas de câmbio no fim de 2008 e de 2009 para R$ 1,65 e R$ 1,75, de R$ 1,63 e R$ 1,73 na semana anterior, respectivamente.

PIB

As estimativas de crescimento da economia brasileira em 2008 e em 2009 não sofreram alterações e as projeções do mercado permaneceram em expansão de 4,8% e de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo País), respectivamente.

Contas externas

Em relação à balança comercial brasileira, o mercado elevou a projeção de superávit comercial este ano para US$ 23,73 bilhões, de US$ 23,5 bilhões. Já a estimativa do déficit em conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) em 2008 caiu para US$ 27,35 bilhões, de US$ 26,4 bilhões na previsão anterior.

Para 2009, o mercado reduziu a previsão de superávit da balança comercial, de US$ 14,25 bilhões para US$ 13,75 bilhões, mas manteve a previsão de déficit em conta corrente em US$ 34,8 bilhões.

Investimentos

A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 caiu para US$ 34,5 bilhões, de US$ 35 bilhões na semana passada. Para 2009, a previsão do IED foi mantida em US$ 30 bilhões, pela 17ª vez seguida.

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