SÃO PAULO - A quinta-feira marca a reação dos agentes à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que, na noite de ontem, manteve a taxa Selic em 8,75%. Sem grande surpresa, o resultado não foi unânime, 5 votos pela manutenção e 3 pela alta de 0,5 ponto percentual.

Também serão conhecidas as interpretações ao comunicado, que teve a seguinte redação: "O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Na agenda do dia, está o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de março. O indicador deve mostrar elevação ao redor de 1,10%.

Já no campo externo, a inflação também faz a agenda. Nos Estados Unidos, sai o índice de preços ao consumidor referente ao mês de fevereiro. O consenso sugere alta de 0,1%, vindo de variação positiva de 0,2%. Para o núcleo, que tira alimentos e energia da conta, a previsão é de avanço de 0,1%.

Ontem, o índice de preços ao produtor americano (PPI, na sigla em inglês) mostrou deflação de 0,6% em fevereiro, revertendo avanço de 1,4% no começo do ano. Já o núcleo subiu 0,1%.

Ainda na agenda americana, merecem atenção os pedidos semanais por seguro-desemprego, indicadores antecedentes de fevereiro, bem como o índice de atividade do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia.

No campo corporativo, serão conhecidos os resultados da Embraer, Nutriplant e Saraiva.

A sexta-feira não reserva indicadores de peso tanto no mercado local quanto no externo.

(Eduardo Campos | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.