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Mercado prevê IPCA em 2008 acima do teto da meta

A projeção do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 superou, pela primeira vez, o teto da meta para este ano, de 6,5%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo a Pesquisa Focus, compilado das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras divulgada hoje pelo Banco Central, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,53%, ante previsão de 6,48% na semana passada.

Agência Estado |

Foi a décima sétima elevação consecutiva da estimativa do mercado para a inflação oficial este ano. Para 2009, a previsão permaneceu em 5%.

Em ambos casos, as previsões para o IPCA estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. A margem de tolerância é de dois pontos porcentuais, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e também o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também subiram. O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 12,03%, ante 11,66% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 11,96% este ano, ante expectativa de 11,92% na semana passada. Para 2009, a projeção para o IGP-DI subiu para 5,39%, de 5,25%, e a do IGP-M permaneceu em 5,5%.

Juros

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza o quinto encontro, de oito programados para o ano, para definir a atualização da taxa básica de juros, a Selic, o mercado manteve a projeção para o juro no País no fim de 2008. Segundo a Pesquisa Focus, a Selic deve encerrar o ano em 14,25% ao ano, o que representa uma alta de dois pontos porcentuais no juro até dezembro. Atualmente, a taxa básica de juros está em 12,25% ao ano, após duas elevações consecutivas de 0,50 ponto, efetuadas pelo BC em abril e em junho.

Porém, para 2009, o mercado prevê uma redução gradativa do juro, com a Selic encerrando o ano que vem em 13,75% ao ano, ante estimativa anterior de 13,50% ao ano.

Câmbio

O mercado reduziu as previsões para a taxa de câmbio no fim de 2008 e de 2009 para R$ 1,63 e R$ 1,74, respectivamente. As previsões anteriores eram de R$ 1,65 e 1,75, na mesma ordem.

PIB

As estimativas de crescimento da economia brasileira também não sofreram alterações. O mercado manteve a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 em 4,8% e para 2009, em 4%.

Contas externas

Em relação à balança comercial brasileira, o mercado reduziu a projeção de superávit comercial este ano, de US$ 22,78 bilhões para US$ 22,67 bilhões. Com isso, a estimativa é de que a conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) encerre o ano deficitária em US$ 24 bilhões, ante previsão anterior de US$ 23,9 bilhões.

Para 2009, o mercado manteve a previsão de que a balança comercial encerre o ano que vem com um superávit de US$ 15 bilhões e fique com um déficit em conta corrente de US$ 31,4 bilhões, ante US$ 32 bilhões previstos na semana passada.

Investimentos

A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 permaneceu em US$ 33 bilhões e de 2009 ficou em US$ 30 bilhões.

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