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Pela quarta semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 e manteve a estimativa do indicador abaixo do teto da meta de inflação para este ano, de 6,5%. Segundo a Pesquisa Focus, compilado das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras divulgada hoje pelo Banco Central, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,34%, ante previsão de 6,44% na semana passada.

Já para 2009, a previsão permaneceu em 5% pela sexta vez seguida.

Porém, em ambos casos, as previsões para o IPCA permanecem acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). A margem de tolerância é de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também caíram. O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 10,38%, ante 10,86% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 10,73% este ano, ante expectativa de 10,96% na semana passada. Para 2009, a projeção para o IGP-DI caiu de 5,32% para 5,3%; já a do IGP-M permaneceu em 5,5%.

Juros

O mercado financeiro manteve as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em 2008 e em 2009, em 14,75% ao ano e 14% ao ano, respectivamente. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano.

Câmbio

O mercado elevou a previsão para a taxa de câmbio no fim de 2008 para R$ 1,62, de R$ 1,61; mas manteve a projeção para a cotação do dólar ante o real em 2009 em R$ 1,72.

PIB

A estimativa de crescimento da economia brasileira em 2008 não sofreu alteração e a projeção permaneceu em expansão de 4,8%, pela décima semana consecutiva. Já para 2009, o mercado reduziu a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) pela terceira vez seguida, para 3,65%, de 3,7% na semana passada.

Contas externas

Em relação à balança comercial brasileira, o mercado manteve a projeção de superávit comercial este ano em US$ 23,3 bilhões. Já a estimativa do déficit em conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) em 2008 passou de US$ 25 bilhões para US$ 25,5 bilhões.

Para 2009, o mercado reduziu a previsão de superávit da balança comercial, de US$ 15 bilhões para US$ 14,75 bilhões. A previsão de déficit em conta corrente também piorou, passando de US$ 33,42 bilhões para US$ 34,8 bilhões.

Investimentos

A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 caiu para US$ 34,5 bilhões, de US$ 34,65 bilhões na semana passada. Para 2009, a previsão do IED foi mantida em US$ 30 bilhões, pela 15ª vez seguida.

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