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Mercado: Juros longos recuam com eventuais medidas para conter crédito

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos apontam para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, a queda pode ser atribuída à expectativa de que o governo irá tomar medidas para conter a expansão do crédito.

Valor Online |

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,05 ponto percentual, para 14,68%. Janeiro 2011 declinava 0,07 ponto, para 14,38%. E janeiro 2012 apontava 14,09%, desvalorização de 0,10 ponto.

Na ponta curta, setembro de 2008 subia 0,02 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 apontava alta de 0,01 ponto, a 13,15%. E janeiro de 2009 aumentava 0,07 ponto, precificando 13,78%.

Uma das medidas estudadas é a imposição de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de leasing, modalidade de empréstimo bastante utilizada no financiamento de veículos. Elevando o custo do empréstimo o governo busca conter o consumo. Tal medida está alinhada com o discurso do Banco Central (BC), que se mostrou bastante preocupado com o descompasso entre a oferta e a demanda.

Segundo Nassar, dentro do mercado de juros, tal medida é bem recebida, pois, teoricamente, restringe o mecanismo de financiamento, cai o consumo, há um maior controle sobre a inflação e, no fim da linha, a necessidade de alta de juros é menor. Mas na economia real, ela é negativa, pois funciona como um desestímulo ao consumo e, conseqüentemente, à produção.

Outro ponto favorável ao recuo das curvas, conforme o especialista, é a acentuada baixa no preço do petróleo, que é negociado no patamar de US$ 112 o barril de WTI em Nova York. Commodities em queda melhoram a perspectiva inflacionária.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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