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Mercado já prevê expansão de 2,8% em 2009

O mercado financeiro está cada vez mais pessimista com as perspectivas de crescimento da economia em 2009. Pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) mostra que os analistas esperam expansão de 2,8% no Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem.

Agência Estado |

Até a semana passada, esperavam 3%.

A piora decorre das crescentes incertezas sobre a economia mundial e de seus reflexos na confiança de empresas e consumidores do País. Até agosto, antes do agravamento da crise externa, os analistas ouvidos regularmente pelo BC mantinham aposta em que o Brasil cresceria pelo menos 4% em 2009, que é a meta do governo.

O cenário externo ruim, o aperto monetário a partir de abril e a escassez de crédito provocada pela crise arrefeceram os ânimos. A deterioração se consolidou em setembro, com os sinais de recessão nos países ricos.

"Gradualmente, o mercado está embutindo a percepção de piora das perspectivas para o crescimento global", disse o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles.

A escassez de crédito no País reforçou a previsão de queda da demanda interna. Para Teles, esse cenário tem ampliado a parcela dos analistas que crêem em expansão mais perto de 2,5% do que de 3% em 2009.

A pesquisa divulgada ontem aumenta a distância entre o cenário previsto pelo mercado e pelo governo. Na visão da equipe econômica, o País deve se desacelerar em 2009, mas haverá condições de uma expansão de 4%. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia está "sob controle" e o governo tem adotado medidas para garantir o a meta de crescimento.

Mercado e governo também discordam sobre a trajetória dos juros. Para analistas, o BC deve manter a Selic em 13,75% na reunião dos dias 9 e 10, com expectativa de corte de 0,25 ponto porcentual no decorrer de 2009. No governo, ganha força a corrente que defende o início imediato da queda para incentivar a volta do crédito e acelerar a economia.

"O BC deveria manter a postura técnica, de forma a garantir a inflação dentro da meta em 2009. Vivemos um período crítico para a formação das expectativas para os índices do próximo ano", disse Teles.

Na pesquisa divulgada ontem, o mercado elevou a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009, de 5,2% para 5,25%. A meta oficial é de 4,5%. Diante dessa perspectiva, Teles prevê que a Selic só voltará a cair no segundo semestre de 2009.

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