A caderneta de poupança não será suficiente para suprir o crescimento que o mercado imobiliário brasileiro deverá ter nos próximos anos e, por isso, o governo e o setor privado devem trabalhar em conjunto para desenvolver rapidamente instrumentos alternativos de crédito imobiliário. Essa foi a avaliação feita por analistas do setor privado durante a 2.

ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário, promovida pelo Banco Central em Fortaleza.

Os palestrantes defenderam medidas de "sintonia fina" no marco regulatório para estimular o crescimento dos fundos de investimento imobiliário (FI) e também o mercado de securitização - em que lotes de crédito imobiliário são "empacotados" em instrumentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), e vendidos para investidores no mercado de capitais.

A avaliação geral é que o volume de crédito imobiliário no Brasil ainda é baixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e que, com a retomada do crescimento econômico na casa dos 5%, juros mais baixos, e o aumento do poder aquisitivo da população, a demanda por imóveis será muito mais forte do que a taxa de crescimento dos depósitos em poupança.

"A poupança não vai acabar como fonte de financiamento, mas não vai ser suficiente para atender a demanda crescente", disse o diretor comercial e de produtos da Cetip, Jorge SantAnna.

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