Previsão para expansão da economia no ano foi revista de 7,12% para 7,09%, segundo a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central

selo

O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010, de 7,12% para 7,09%, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC). Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 recuou de 11,70% para 11,57%. Para o ano que vem, a projeção para o avanço da indústria seguiu em 5%.

Os economistas também mantiveram a projeção para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010 em 11% ao ano. Já a projeção para a taxa no fim de 2011 recuou de 11,63% para 11,50% ao ano.

Inflação

De acordo com a pesquisa Focus, o mercado financeiro manteve a previsão para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010. A expectativa para a alta de preços acumulada ao fim do ano permaneceu em 5,19%, ainda em um patamar acima do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 continuou em 4,80%. Para a inflação de curto prazo, o mercado reduziu de 0,30% para 0,27% a previsão para o IPCA de agosto. Já para a inflação de setembro, o mercado continua prevendo índice de 0,36%.

Câmbio e contas externas

Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 seguiu em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana permaneceu em R$ 1,85. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 caiu de R$ 1,80 para R$ 1,79.

O mercado financeiro manteve ainda as previsões para o deficit nas contas externas em 2010. A previsão para o deficit em conta corrente neste ano ficou em US$ 49 bilhões. Para 2011, a previsão de deficit em conta corrente do balanço de pagamentos seguiu em US$ 58 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2010 permaneceu em US$ 15 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 9,11 bilhões para US$ 8,68 bilhões. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 32 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED caiu de US$ 39,25 bilhões para US$ 38,50 bilhões.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.