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Mercado externo não influiu e Bovespa subiu na sexta-feira; dólar caiu

SÃO PAULO - Deixando de lado a sinalização proveniente do ambiente externo, os mercados brasileiros tiveram um pregão de recuperação na sexta-feira da semana passada. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou forte alta, reduzindo as perdas da semana, e o dólar declinou ante o real.

Valor Online |

Os juros futuros tiveram queda, apesar de o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) ficar acima do esperado.

A retomada das compras na Bovespa veio depois de quatro dias seguidos de baixas. O destaque seguiu com os carros-chefes, que concentram o fluxo comprador. Ao fim do pregão, o Ibovespa aumentou 2,90%, aos 41.673 pontos, e giro financeiro em R$ 3,53 bilhões. Com isso, a perda na semana, que passava de 5%, foi reduzida para 2,53%.

Já no mês, o índice aponta alta de 6%. Evidenciando o descolamento das bolsas externas, o indicador acumula ganho de 10,98% em 2009. Para efeito de comparação, o índice Dow Jones perde mais de 10% em 2009.

Em Wall Street, o pregão foi bastante instável. O tom positivo do final da quinta-feira, proporcionado por rumores de subsídios aos devedores de hipotecas, não teve duração. No decorrer do dia, surgiram outras notícias envolvendo o setor, como grandes bancos suspendendo as execuções de hipotecas, mas nada com força suficiente para levantar o humor do americano.

No campo político, os congressistas dos EUA aprovaram a nova versão do plano de resgate econômico, que agora não é mais de US$ 800 bilhões nem de US$ 789 bilhões, mas sim de US$ 787 bilhões. O projeto volta ao Senado e depois segue para sanção pelo presidente americano Barack Obama.

Ao que parece, o plano de resgate aos bancos, anunciado na terça-feira pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, ainda está atravessado na garganta dos investidores. A principal crítica continua sendo de que a proposta não trouxe solução para o maior problema do setor, que é a precificação dos ativos podres que estão na carteira das instituições financeiras.

Sem grande repercussão, começaram a aparecer algumas análises apontando que o plano de revitalização econômica esconde algumas medidas tributárias que podem estimular a venda de tais ativos.

Apáticos ao noticiário, os investidores mostraram cautela e avaliaram posições antes do fim de semana prolongado. Vale lembra que hoje não tem pregão em Wall Street em função do feriado do Dia do Presidente.

Na sexta-feira, o Dow Jones cedeu 1,04%, fechando a semana com perda de 5,2%. Já o Nasdaq recuou 0,48% no dia e 3,6% na semana. E o S & P 500 diminuiu 1%, acumulando desvalorização de 4,8% na semana.

A movimentação no mercado de câmbio sugeriu que os investidores largaram posições defensivas em moeda estrangeira e foram às compras na Bovespa.

Depois de apresentar certa resistência à baixa no começo do pregão, as vendas ganharam corpo e o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,262 na compra e R$ 2,264 na venda, queda de 1,04%.

Mesmo assim, a moeda teve leve alta de 0,44% no acumulado da semana. Já no mês, a divisa perde 2,33% e, no ano, a baixa está em 3%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 1%, fechando também a R$ 2,264. O giro financeiro somou US$ 223 milhões. O giro interbancário foi elevado, passando de US$ 4 bilhões.

O BC continuou ausente do mercado à vista, mas fez o segundo leilão para rolar os swaps que vencem em março. A operação movimentou US$ 2,44 bilhões com 95% do lote de 51,8 mil contratos colocado. Outro leilão com o mesmo objetivo será realizado hoje.

Ao contrário de outros dias, inflação acima do esperado não fez preço no mercado de juros futuros e as taxas voltaram a recuar de forma acentuada.

O dia foi de forte movimentação, com mais de 800 mil contratos negociado, maior volume desde dia 22 de janeiro, dia seguinte à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na agenda do dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que o IGP-10 subiu 0,54% em fevereiro, revertendo deflação de 0,85% em janeiro, e superando a previsão de alta de 0,30%.

Os agentes também acompanharam as declarações do presidente do BC, Henrique Meirelles, que reconheceu a gravidade da crise externa e seus efeitos sobre o país, mas voltou a pedir serenidade na análise dos dados.

Ao fim do pregão, na BM & F, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,14 ponto, a 11,03%. Janeiro 2011 recuou 0,16 pontos, para 11,44%, e janeiro 2012 apontava 11,71%, com desvalorização de 0,22 ponto.

Na ponta curta, o DI para março fechou estável a 12,65%. O contrato para abril recuou 0,03 ponto, a 12,23, e julho de 2009 perdeu 0,07 ponto, projetando 11,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 881.945 contratos, equivalentes a R$ 80,56 bilhões (US$ 35,16 bilhões), mais que o dobro do observado na quinta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 382.300 contratos, equivalentes a R$ 34,88 bilhões (US$ 15,23 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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