Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercado: Em dia de recuperação, Bovespa subiu 5,24% e dólar caiu 2,58%

SÃO PAULO - O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte recuperação em todos os ativos. O tom positivo nos Estados Unidos em dia de eleição presidencial amparou forte alta na bolsa paulista, valorização do real e redução das taxas de juros no mercado futuro.

Valor Online |

O Ibovespa encerrou com ganho de 5,24%, aos 40.254 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,478 bilhões. Na máxima do dia, o índice chegou a 41.002 pontos. Desde o dia 14 de outubro, a bolsa não retomava nível acima de 40 mil pontos.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 2,110 na compra e R$ 2,112 na venda, em baixa de 2,58%. Na mínima do pregão, a divisa chegou a R$ 2,089. O giro interbancário alcançou US$ 3,167 bilhões.

No mercado acionário, a valorização foi garantida por ganhos relevantes em Nova York, pela apreciação do barril do petróleo e pela alta de ações de bancos, que continuaram refletindo a fusão entre Unibanco e Itaú. Em Nova York, o Dow Jones e o Nasdaq subiram mais de 3%, em pregão marcado pelo ânimo positivo em relação à eleição presidencial dos EUA. Por aqui, os agentes deram prosseguimento às compras no mercado acionário e ajustaram significativamente o preço de ações que vinham muito desvalorizadas.

Marcelo Chakmati, sócio da MH Investimentos, afirma que, após a fusão do Itaú e do Unibanco, cresce a expectativa por novas consolidações do setor. Exemplo disso foi a alta das ações ON do Banco do Brasil (BB), que aumentaram mais de 14%. Com a fusão, o BB deve ficar em terceiro no ranking de ativos do setor bancário e disputar novas aquisições com o Bradesco, cujos papéis preferenciais (PN) avançaram 3,17% (R$ 27,01).

A valorização do petróleo no mercado internacional também deu forte fôlego para compras de papéis da Petrobras. Chakmati avalia, inclusive, que o volume de negócios de terça-feira mostra que investidores estrangeiros podem ter retornado ao mercado doméstico. Petrobras PN teve alta de 8,47% (R$ 25,10).

As ações da Vale, outro papel muito demandado por investidores internacionais, subiram significativamente. Roger Agnelli, presidente da companhia, praticamente chamou investidores ao mencionar que a empresa avalia que o momento é de investir na recompra de ações. Vale PNA avançou 5,47% (R$ 27,72).

A melhora de humor permitiu que dólar comercial invertesse o rumo verificado há alguns dias e encerrasse com queda, mesmo sem atuação relevante do Banco Central (BC) na ponta de venda.

Além da depreciação do dólar em relação a outras divisas, o mercado reagiu à informação sobre a zeragem de 97% da exposição em derivativos cambiais da Aracruz, de R$ 2,13 bilhões. Ainda que seja uma notícia ruim pelo que representa em perda financeira para a companhia, a informação devolveu ao setor cambial um certo equilíbrio.

Para Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, a notícia da Aracruz, sozinha, não daria conta de causar a depreciação do dólar. Segundo ele, parte do movimento é explicado pela queda da moeda americana também em outras praças cambiais, sobretudo em relação ao euro e às moedas de países emergentes.

" Como as bolsas do mundo todo subiram muito, é possível que seja um movimento de investidores saindo um pouco de papéis do Tesouro dos EUA e voltando aos mercados de origem " , avalia Battistel.

O recuo do dólar colaborou para que os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) encerrassem com nova diminuição das taxas, pois a divisa mais barata reduz o impacto cambial na inflação. O volume de negócios desse mercado, entretanto, continua bem abaixo do normal e o rumo das taxas tem variado também de acordo com operações pontuais, sem fundamentos específicos.

Ao fim do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010 caiu 0,32 ponto percentual, a 15,27% ao ano. O contrato para janeiro de 2012 projetou 16,30%, perda de 0,46 ponto. Para janeiro de 2009 a taxa declinou 0,03 ponto percentual, para 13,71% ao ano. O vencimento para julho de 2009 apontava juro de 14,64% ao ano, com recuo de 0,16 ponto percentual.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG