Ante a divulgação de dados do IBGE, na semana passada, mostrando que a economia brasileira cresceu 6,1% no segundo trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado, e registrou expansão de 6% no primeiro semestre, sobre igual período de 2007, o mercado elevou a estimativa de crescimento do PIB para 5,01%.

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Segundo a Pesquisa Focus, compilado das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras divulgada hoje pelo Banco Central (BC), o Produto Interno Bruto - PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no País em 2008 - deve ter expansão de 5,01% em 2008, ante estimativa anterior de 4,8%.

Portanto, a projeção do mercado está em linha com previsão oficial do governo brasileiro, de que a economia brasileira deve fechar este ano com um crescimento entre 5% e 5,5%.

Inflação

Pela sétima semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 e manteve a estimativa do indicador abaixo do teto da meta de inflação para este ano, de 6,5%. Segundo a pesquisa Focus, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,26%, ante previsão de 6,27% na semana passada. Para 2009, a previsão caiu, pela primeira vez após oito semanas de estabilidade, passando de 5% para 4,99%.

Porém, em ambos casos, as previsões para o IPCA permanecem acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). A margem de tolerância é de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também caíram. O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 10%, ante 10,27% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 10,2% este ano, ante expectativa de 10,35% na semana passada. Para 2009, a projeção para o IGP-DI permaneceu em 5,2%, enquanto a do IGP-M caiu de 5,5% para 5,4%.

Juros

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar, pela quarta vez seguida, a taxa básica de juros, a Selic, este ano, o mercado financeiro manteve a projeção para o juro básico brasileiro em 2008 em 14,75% ao ano, pela quinta semana seguida. Para 2009, a previsão também ficou em 13,75% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, após a alta de 0,75 ponto porcentual, anunciada na semana passada pelo Copom. Entre abril e setembro deste ano, o Banco Central elevou o juro básico do País em 2,5 pontos porcentuais.

O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 28 e 29 de outubro. A última reunião do ano está marcada para 9 e 10 de dezembro.

Câmbio

O mercado manteve as previsões para as taxas de câmbio no fim de 2008 e de 2009 em R$ 1,65 e R$ 1,75, respectivamente.

Contas externas

Em relação à balança comercial brasileira, o mercado reduziu a projeção de superávit comercial este ano para US$ 23,6 bilhões, de US$ 23,73 bilhões. A estimativa do déficit em conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) em 2008 passou de US$ 27,35 bilhões para US$ 28 bilhões.

Para 2009, o mercado reduziu a previsão de superávit da balança comercial, de US$ 13,75 bilhões para US$ 13 bilhões. Já a previsão de déficit em conta corrente passou de US$ 34,8 bilhões para US$ 34 bilhões.

Investimentos

A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 subiu para US$ 34,6 bilhões, de US$ 34,5 bilhões na semana passada. Para 2009, a previsão do IED subiu para US$ 30,37 bilhões, após ter sido mantida em US$ 30 bilhões durante 17 semanas.

Leia mais sobre as previsões do boletim Focus do BC

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