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Mercado: Dólar subiu 0,37% e Bovespa avançou 2,66% com ajuda de bancos

SÃO PAULO - O mercado financeiro brasileiro foi favorecido ontem pela falta de tendência das bolsas americanas e pela notícia da fusão entre Itaú e Unibanco, que impulsionou a bolsa paulista. O dólar subiu ante o real, mas com variações mais discretas após atuações do Banco Central (BC).

Valor Online |

No fim dos negócios, o Ibovespa apontou alta de 2,66%, aos 38.249 pontos, com giro financeiro de R$ 4,148 bilhões. O dólar comercial fechou com valorização de 0,37%, cotado a R$ 2,166 para a compra e R$ 2,168 para a venda. O giro interbancário alcançou US$ 3,370 bilhões.

Agentes de mercado receberam positivamente a operação entre os dois grandes bancos, que alterará completamente o ranking do setor. A avaliação é de que o negócio abre perspectivas de aquisições por parte do Bradesco e do Banco do Brasil (BB), que devem brigar pelo segundo lugar no mercado.

Além disso, a transação, negociada há 15 meses, segundo o Itaú, deixa os investidores mais tranqüilos em relação à saúde do sistema financeiro. As ações PN do Banco Itaú ganharam 16,36% (R$ 27,09) e as units do Unibanco avançaram 8,95% (R$ 14,97). Bradesco PN subiu 4,42% (R$ 26,20) enquanto Banco do Brasil ON cedeu 3,04% (R$ 14,32).

A valorização no mercado acionário e o tom neutro de Wall Street, bem como os leilões do BC, somaram forças e contribuíram para diminuir a pressão no segmento cambial ontem.

Agentes financeiros afirmam que os rumores em torno de uma compra relevante de moeda por parte da Aracruz, uma das empresas com maior exposição cambial em derivativos que precisa ser zerada, continuou vigorando pela manhã, o que forçou alta de mais de 2% na primeira etapa dos negócios.

Na sexta-feira da semana passada, a Aracruz veio a mercado, depois do encerramento da sessão, desmentir notícias de que já teria chegado a um acordo com bancos para zerar a exposição cambial. Essa informação deu mais subsídio para a tese de que a empresa continuaria atuando na ponta de compra durante a primeira etapa do pregão.

O BC chegou a oferecer moeda no mercado à vista entre 11h11 e 11h21, com taxa de corte de R$ 2,1875, mas o dólar continuou com o mesmo nível de alta. A autoridade monetária também cumpriu a oferta previamente agendada de swap cambial, com colocação de US$ 838,3 milhões. No período da tarde, a apreciação sofreu forte redução.

Movimento parecido foi percebido nas taxas de juros dos Depósitos Interbancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) que operaram quase todo o dia com forte avanço, mas inverteram o movimento na hora final de negociações.

O comportamento foi classificado por agentes como uma correção técnica após distorções geradas pela alta excessiva no mês passado. A maioria dos agentes também atribui as oscilações ao volume pequeno de negócios do setor.

Ao fim do pregão, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2010 caiu 0,12 ponto percentual, a 15,56% ao ano. O vencimento de janeiro de 2012 projetou 16,67%, recuo de 0,35 ponto. Entre os curtos, o DI para janeiro de 2009 caiu 0,03 ponto percentual, para 13,73%.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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