RIO - O presidente do IRB Brasil Re, Eduardo Nakao, espera que o mercado brasileiro de resseguros alcance US$ 2 bilhões nos próximos dois anos, a despeito do atual momento de crise financeira internacional. Segundo ele, atualmente, o mercado doméstico está na casa dos R$ 3,5 bilhões e a meta de US$ 2 bilhões é factível com a trajetória de crescimento apresentada nos últimos anos. Nakao explicou que a abertura do mercado, com a entrada de diversas empresas internacionais no país, deve aumentar a quantidade de produtos e a demanda pelos serviços das resseguradoras. Ele afirmou que ainda há no país uma certa ignorância a respeito das possibilidades e produtos oferecidos pelas resseguradoras.

Até ser aberto, no ano passado, o mercado ressegurador brasileiro era monopólio do IRB, que em 2009 completa 70 anos de sua fundação.

Nakao, que participou do primeiro dia do Brazilian Reinsurance Conference, que ocorre no Rio, estima que o IRB detenha cerca de 90% do mercado brasileiro e frisa que a crise financeira pode acabar ajudando a empresa a manter sua fatia no mercado nacional, uma vez que muitas das concorrentes internacionais apresentam problemas de liquidez.

" Mas quero deixar claro que a crise é um fator exógeno, ela aconteceu e pronto. Nós nunca torcemos para que ela acontecesse " , ressaltou o executivo.

No mesmo evento, a secretária de Fazenda do município do Rio de Janeiro, Eduarda La Roque, revelou que o órgão já completou o estudo a respeito da redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) para incentivar a instalação de resseguradoras na capital fluminense.

Segundo ela, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, receberá parecer favorável à redução da alíquota dos atuais 5% para 2%. " O parecer é preliminar. Depende ainda da aprovação do prefeito e da Câmara dos Vereadores " , completou Eduarda La Roque.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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