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Mercado de derivativo despenca

Em apenas três meses, o mundo sofreu uma queda de US$ 58 trilhões no movimento das bolsas de mercadorias e futuros globais, e o setor financeiro ficou disfuncional. A queda no volume de operações de derivativos é superior ao PIB mundial, de US$ 54 trilhões em 2007.

Agência Estado |

O alerta é do Banco de Compensações Internacionais (BIS, o banco central dos bancos centrais). Apesar de o mundo já ter gasto 12% do PIB mundial para salvar instituições financeiras, ainda não há garantias de que as medidas serão suficientes ou adequadas para resolver os problemas.

Dados divulgados na Basiléia detalham pela primeira vez o mercado internacional de derivativos no terceiro trimestre do ano, entre julho e setembro. A quebra do banco americano Lehman Brothers, um dos momentos mais dramáticos da crise, ocorreu em 15 de setembro.

No terceiro trimestre, o volume de negócios foi reduzido em US$ 58 trilhões, passando de US$ 600 trilhões a US$ 542 trilhões. A maior queda foi nos contratos de juros de curto prazo e especulativos, de quase US$ 70 trilhões. Essa queda foi compensada por outros movimentos no mercado de câmbio e ações. Derivativos são operações financeiras em que o valor da transação deriva do comportamento futuro de outros ativos, como juros, câmbio e ações.

No mercado futuro de ações de commodities, a queda no trimestre foi a segunda consecutiva. O número de contratos futuros fechados caiu de 425 milhões para 410 milhões. Grande parte da queda ocorreu no mercado de derivativos agrícolas nas bolsas americanas. Nos contratos de petróleo, a queda foi de 98 milhões de contratos para 92 milhões entre julho e setembro.

Entre agosto e novembro, as bolsas de valores em todo o mundo registraram queda de 35% em média. Mesmo com diversas ações de bancos centrais e governos, o mês de outubro viu queda importante nos valores de ações nas bolsas em todo o mundo. Em São Paulo, o BIS aponta que o mercado perdeu 25% entre 22 de setembro e 10 de outubro. No mesmo período, o índice mundial MSCI perdeu 28%, contra 24% nos países emergentes.

Segundo o BIS, o temor de uma recessão ainda fez com que as quedas nos mercados de ações no mundo no terceiro trimestre do ano fossem superiores a qualquer outra crise desde os anos 30.

A conclusão do levantamento aponta que a seca nos empréstimos bancários e a crise são "sem precedentes", mas alerta que começaram bem antes de a opinião pública e governos se darem conta. Os dados revelam que os problemas começaram a ser identificados já em 2007.

Os empréstimos bancários entre países caíram US$ 1,1 trilhão no segundo trimestre de 2008. Sem confiança nos demais bancos, as instituições financeiras simplesmente pararam de emprestar entre abril e junho deste ano. Estados Unidos, Reino Unido e Japão foram os mais afetados. Já os mercados emergentes também reduziram a exposição aos mercados ricos.

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