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Mercado de carros volta a oferecer prazo de 60 meses

Parte dos R$ 8 bilhões liberados para empréstimos dos bancos de montadoras pelo Banco do Brasil e pela Nossa Caixa para o financiamento de veículos começa a chegar à ponta do consumo. Montadoras e concessionárias preparam para o fim de semana feirões e ações de venda com prazos mais longos, juros mais baixos e valor de entrada menor em relação aos cobrados até a semana passada.

Agência Estado |

A General Motors, que realiza na fábrica de São Caetano do Sul (SP) o segundo feirão consecutivo num fim de semana, voltou a oferecer planos de 60 meses para pagamento, com 20% de entrada e juro mensal de 1,48%. Na semana passada, segundo a empresa, as condições eram de financiamento em até 48 meses, entrada de 30% e juro na casa de 1,6% a 1,7% ao mês.

A Fiat, cuja carteira de crédito é operada pelo Itaú, trabalhava com juros de 2,08% ao mês para financiamentos em 24 parcelas e baixou a taxa para 1,95%. No plano de 60 meses, o juro caiu de 2,27% para 2,14%. A Ford, em parceria com a Finasa, novamente tem planos com entrada de 10% do valor do carro, ante 50% há uma semana.

Montadoras e revendas esperam reduzir estoques, atualmente suficientes para mais de um mês de vendas, ou quase 300 mil unidades, apenas de carros novos. O estoque de usados pode ser ainda maior. Além de tentar desovar esses modelos, as fábricas deram férias coletivas para diminuir a produção.

A Fiat, que já havia dispensado, por dez dias, 1,7 mil trabalhadores em Betim (MG), dará mais dez dias para outro grupo de 3 mil funcionários a partir do dia 17. A GM ampliou de 16 para 19 dias a parada na fábrica de Gravataí (RS) neste mês.

Até quarta-feira, as vendas da indústria seguiam em queda. Foram licenciados 67 mil automóveis e comerciais leves, 21% menos que em período de outubro, mês em que os negócios caíram 11% ante setembro.

Na revenda Fiat Da Vinci, o movimento começou a se recuperar. "Vendemos 20 veículos no fim de semana, mas estamos distantes da média anterior à crise, de 50 carros, mas está melhor que em outubro, quando vendemos apenas 12", disse o gerente Gabriel de Souza.

Na Ford Highway, o movimento segue fraco. "O atendimento era em torno de 400 pessoas ao mês e até agora, quase na metade do mês, atendemos apenas 100", disse Sidney Lino.

"Alguma coisa já melhorou, mas não estamos nem perto do nível que estava antes", disse o gerente da Volkswagen Alta Veículos, Luiz Cláudio de Almeida. O problema, disse, é a falta de confiança do consumidor. Para ele, a crise vai estabelecer novos preços para carros usados. "Estamos vendendo seminovos com R$ 4 mil de prejuízo."

O volume de vendas começou a se recuperar, mas não voltará aos níveis anteriores, disse o gerente Cesar Delnegro, da Anhembi. As vendas das cinco lojas do grupo, de 1.100 carros ao mês, caíram para 750 em outubro e devem ficar em 800 em novembro.

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